domingo, 27 de janeiro de 2008

Uma (não tão curta) resposta a um apologista jeovista

Publicarei agora mais uma resposta a um comentário recebido em meu blog. Desta feita responderei ao leitor “Anônimo”, um Testemunha de Jeová que deixou um comentário (na verdade transcreveu passagens de obras jeovistas) defendendo a TNM, com certeza em “resposta” a minha postagem A Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, aonde refuto a dita cuja. Só vale destacar que o mesmo comentou na postagem Uma (pequena) exegese de Atos 16:31 e não na postagem referente ao tema (não acertou nem a postagem, que coisa!).

Pois bem, independentemente de local de postagem de comentário, segue-se abaixo a minha resposta na íntegra, que pode ser visualizada no original, bem como o comentário do “Anônimo”, na página de comentários da postagem Uma (pequena) exegese de Atos 16:31.

Caro amigo Anônimo (você realmente é uma Testemunha de Jeová). Primeiramente não sei o porquê de vocês se esconderem no anonimato, tanto os seus “fiéis e eruditos” tradutores da tão “confiável” e “admirável” TNM, quanto você próprio agora em seu comentário. Será falta de confiança em suas defesas? Por que teriam vergonha de se exporem? Nunca lestes João 18:20, aonde Jesus nos dá o exemplo de nunca nos escondermos e envergonharmos de nossas palavras “Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto”?

Você basicamente realizou uma citação da obra jeovista “Raciocínios à Base das Escrituras”, obra já citada em meu post A Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, post esse que já é suficiente para mostrar ao leitor sério e imparcial a falsidade da TNM. Você cita que a TNM fora embasada em seu AT do texto da bíblia hebraica de Rudolf Kittel, em combinação com a Bíblia Hebraica Stuttgartensia de 1977, os rolos do mar morto, além de muitas outras traduções antigas em outras línguas. No NT (ou as escrituras Gregas Cristãs para vocês) usou-se primariamente o texto grego mestre de 1881, preparado por Westcott e Hort, além de outros textos mestres consultados. Mas veja-se que incoerência jeovista; dizem vocês que os cristãos “arrancaram” das novas versões o tetragrama do Nome divino, sendo estas suas bases textuais as “restauradoras do nome de Deus”, mas isso não passa de uma grande mentira, como é de praxe nas TJs e nas demais seitas! A verdade é que o tetragrama não aparece no trabalho de nenhum destes eruditos citados, não aparece em Westcott e Hort e em nenhum manuscrito grego do Novo Testamento; até mesmo o The Emphatic Diaglott (versão oficializada pela Sociedade Torre de Vigia) não traz o tetragrama. A própria Bíblia Hebraica Stuttgartensia ao invés de usar a expressão idiomática hebraica Jeová usa o nome Adonay, bem como procede do mesmo modo os rolos do mar morto.

No que tange aos autores da TNM, temos a prova cabal da falsidade, incoerência, partidarismo e falta de capacidade e qualificação dos tradutores “eruditos” da mesma. No mesmo livro (Raciocínios à Base das Escrituras) e em seu mesmo comentário, vemos passagens como “Quando a Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia doou os direitos autorais da tradução realizada, ela pediu que seus membros permanecessem no anonimato” e “É realmente uma tradução erudita? Visto que os tradutores preferiram ficar no anonimato, a pergunta não pode ser respondida aqui em termos da formação cultural deles”. Vocês mesmos se entregam e confessam que não se pode atestar a qualidade da TNM, tendo em vista nem mesmo terem tido o mínimo cuidado de especificar e registrar os autores da mesma. Mas qual seria a razão de tão grande segredo? Não confiam na capacidade dos autores “eruditos” que a realizaram? Será que os mesmos não tinham conhecimento das línguas originais? Para sermos sinceros, apenas o fato da versão em português da TNM ser traduzida diretamente do inglês e não das línguas originais (como o é para ser) já torna a TNM e a Sociedade Torre de Vigia inescusáveis diante de tão grande horror “erudito”.

Fato interessante de se destacar foi o de o próprio Charles Russell, co-fundador da Sociedade Torre de Vigia e autor dos seis volumes de que trata o prefácio da TNM (ed. de 1961 e de onde viria a surgir a TNM), foi processado em 1912 após ter movido um processo contra um pastor batista por este ter publicado em um panfleto que Russel “ignorava o grego”. No tribunal o reverendo foi absolvido ficando provado que Russell desconhecia completamente o original grego, pois a última pergunta feita pelo advogado do pastor foi:

"P: O senhor conhece a língua grega?
R: NÃO".

Outro fato interessante e que deve ser mencionado foi o do quarto presidente da STV, Frederic W. Franz, processado por não saber os originais, sendo julgado em 24/11/1954 por não ter conseguido traduzir Gn 2:4 perante o tribunal, sendo que no início do julgamento o mesmo afirmara ser conhecedor do hebraico. O Sr. William Cetnar, ex-TJ e que trabalhou na sede mundial em Nova Iorque como assistente do Corpo Governante, confirma que Franz foi um dos membros da comissão que traduziu a TNM; isto é confirmado também pelo sobrinho de Franz, Raymond Franz, que foi membro do Corpo Governante durante nove anos e que viera a pedir para ser desassociado após descobrir as trapaças e más intenções do Corpo Governante, vindo inclusive a se converter a Jesus Cristo posteriormente. Mas é claro que todos esses fatos são abafados pela STV para que seus 6 milhões de adeptos em todo mundo não venham a conhecer a verdade suja de sua instituição.

Para concluir transcrevo diretamente o relato de William Cetnar (ex-membro do Corpo Governante da STV) sobre o tema em questão:

“Estava a ser feito trabalho na New World Translation (Tradução do Novo Mundo) e muito desse trabalho foi completo enquanto eu estava em Betel. A comissão de tradução pediu que os nomes dos tradutores fossem mantidos em segredo, mesmo depois da morte deles (Jehovah's Witnesses in the Divine Purpose [As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino], p. 258). Sabendo quem eram os tradutores, pois isto era conhecimento comum em Betel, se eu estivesse na comissão de tradução também queria que o meu nome fosse mantido secreto. A razão para o anonimato dos tradutores era dupla: (1) as qualificações dos tradutores não podiam ser verificadas e avaliadas, e (2) não haveria ninguém para assumir a responsabilidade pela tradução. No entanto, quando perguntaram a Franz num tribunal da Escócia: ‘Porquê o secretismo?’ ele disse: ‘Porque a comissão de tradução queria ficar anônima e não procurava qualquer glória ou honra na realização de uma tradução, nem queria ter quaisquer nomes ligados a ela’. O advogado respondeu: ‘Escritores de livros e tradutores nem sempre recebem glória e honra pelos seus esforços, ou recebem?’ (Pursuer's Proof of Douglas Walsh vs. The Right Honourable James Latham, M.P., P.C., Scottish Court of Sessions, Novembro de 1954, p. 92.) Não seria da máxima importância conhecer os homens, as suas qualificações e credenciais -- homens a quem confiaríamos as nossas vidas espirituais? Certamente não confiaríamos num cirurgião que se recusasse a dizer o seu nome ou credenciais. Achei interessante que em Betel estes tradutores não tomassem quaisquer precauções para se manterem anônimos. Levantavam-se todos ao mesmo tempo da mesa do refeitório, antes das outras pessoas, e saíam todos juntos na limousine do presidente para Staten Island. Ficavam lá, algumas vezes ausentes de Betel durante várias semanas de cada vez. Este modo astuto de proceder não é novo na Sociedade. De fato, a Sociedade Torre de Vigia atribui toda a ‘nova luz’ a um corpo anônimo chamado o ‘restante’ (um bode expiatório abstrato). No entanto, ninguém tem uma lista com os nomes do ‘[escravo] fiel e sábio’ ou ‘restante’. Ninguém sabe quem realmente é o ‘restante’. O ‘restante’ também não se reuniu em congresso para tomar uma decisão sobre qualquer política da Sociedade ou ‘nova luz’. Das minhas observações, N. H. Knorr, F. W. Franz, A. D. Schroeder, G. D. Gangas e M. Henschel encontraram-se nestas sessões de tradução. Exceto o Vice-presidente Franz (cujo treino era limitado), nenhum dos membros da comissão tinha formação ou background adequado para ser tradutor crítico da Bíblia. A habilidade de Franz para fazer um trabalho erudito de tradução do hebraico está sujeita a sérias dúvidas. Isto ficou evidente na Scottish Court of Sessions (Tribunal Escocês de Sessões) em Novembro de 1954. A seguinte troca de perguntas e respostas entre o advogado e Franz consta da transcrição do tribunal: P. Você também se familiarizou com o hebraico? R. Sim. ... P. Portanto você tem um conhecimento lingüístico substancial ao seu dispor? R. Sim, para uso no meu trabalho bíblico. P. Penso que você consegue ler e seguir a Bíblia em hebraico, grego, latim, espanhol, português, alemão e francês? R. Sim. [Pursuer's Proof, p. 7].... P. Você mesmo lê e fala hebraico, certo? R. Eu não falo hebraico. P. Não? R. Não. P. Consegue, você mesmo, traduzir aquilo para hebraico? R. O quê? P. Aquele quarto versículo do segundo capítulo de Gênesis? R. Você quer dizer este? P. Sim? R. Não. Eu não tentaria fazer isso [Pursuer's Proof, pp. 102, 103].O que Franz ‘não tentaria’ traduzir para hebraico era um exercício simples que não apresenta nenhuma dificuldade para um estudante médio de hebraico do primeiro ou do segundo ano do seminário. Esta conclusão foi feita por um professor qualificado de hebraico. Devido à inadequação dos tradutores, eles não fizeram traduções exatas das línguas originais, mas antes transmitiram aquilo em que as Testemunhas acreditavam. Isto é verificado por muitos peritos bíblicos qualificados, entre eles o Dr. Anthony Hoekema, que comentou: ‘... A Tradução do Novo Mundo da Bíblia não é de modo nenhum uma versão objetiva do texto sagrado para o inglês moderno, é antes uma tradução tendenciosa na qual muitos dos peculiares ensinos da Sociedade Torre de Vigia são contrabandeados para dentro do texto da própria Bíblia’ [The Four Major Cults (A Quatro Seitas Principais), pp. 238, 239].Em Março de 1954 fui encarregado de entrevistar o bem conhecido tradutor da Bíblia, Dr. Edgar J. Goodspeed, para obter a avaliação dele sobre o primeiro volume da New World Translation of the Hebrew Sciptures (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicas). Eu devia tentar que ele recomendasse a tradução. Durante a visita de duas horas com ele, era óbvio que ele conhecia bem o volume, pois conseguia citar os números das páginas onde se encontravam as traduções sobre as quais ele tinha objeções. [...] Quando eu estava de saída, perguntei-lhe se podia recomendar a tradução para o público em geral. Ele respondeu: ‘Não, sinto muito mas não posso fazer isso. A gramática é lamentável. Tenha cuidado com a gramática. Certifique-se de que corrige isso’ [...].Na sede, os homens do Departamento de Redação tinham freqüentemente diferenças de opinião. Cada um tinha de ‘camuflar’ cuidadosamente as suas opiniões de modo a não perder a posição ou ser considerado um herege. O Presidente Knorr fez uma declaração muito significativa e reveladora em 1952, depois de alguns dos irmãos do Departamento de Redação terem argumentado sobre um assunto doutrinal. Ele disse: ‘Irmãos, podem discutir à vontade sobre isso, mas quando isso sair do sexto piso, isso é a verdade’. O que ele estava a dizer era que depois de estar impresso (as rotativas estavam no sexto piso), o assunto passava a ser verdade e nós tínhamos de defendê-lo de forma unida”.

[Texto de William Cetnar no livro de Edmond C. Gruss We Left Jehovah's Witnesses (Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1976), pp. 73-77].

Meu caro amigo ‘anônimo’, ainda há tempo de se voltar ao Único e Verdadeiro Deus Trino! Tenha um coração aberto e sincero para com a Palavra de Deus e permita ao Espírito Santo fazer a obra e transformação que sua mente e coração precisam urgentemente! Deus lhe abençoe e ilumine grandemente, em nome de Jesus!

Obs.: se quiser saber mais pode acessar a página http://www.cacp.org.br/jeovismo/indexmenu.aspx?menu=3&submenu=5, do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP).

Atenciosamente e com amor em Cristo,

Anchieta Campos

7 comentários:

sabina disse...

A diferença é que nós não cremos em filosofias humanas...cremos na Bíblia como ÚNICA prática de fé.

"Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mateus 15 : 9)

Deixe o erro, aceite apenas a Bíblia como única prática de fé, se converta de verdade.Seja imparcial,deixe a paixão de lado veja as heresias.

testemunhas disse...

Caro senhor Anchieta,

Pela sua maneira de falar, com rudez e dureza, já dá para perceber que o senhor não imita a Cristo, que, segundo a Bíblia Almeida era: “sou manso e humilde de coração”- Mateus 11:29.

Diga-me caro Anchieta: O senhor sabe qual é o nome do “Deus e Pai de nosso senhor Jesus Cristo”? Sim, pois é assim que Deus, o Pai, é descrito em 1 Pedro 1:3, na versão Almeida da Bíblia.

Qual o fundamento para tanto repúdio a este nome por parte de sua pessoa?

Eu sou Testemunha de Jeová. Por livre e espontânea vontade me disponho a testemunhar a favor de Jeová. É isso o que testemunhas fazem, elas dão testemunho.

As Testemunhas de Jeová são reconhecidas por terem a coragem de levar o nome de Deus às pessoas.

Diga-me, a quem Jesus Cristo pregou? Pregou ele a ele próprio? Ou será que Jesus também foi uma “testemunha fiel”? A Bíblia diz sobre ele:

“E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha” – Apocalipse 1:5

Jesus era testemunha de QUEM?

Dele mesmo?

Eu sou Testemunha de Jeová, eu dou testemunho sobre o Pai e o filho. E o senhor, é testemunha de quem? Somente de Jesus? Mas que dizer das outras duas hipóstases da Trindade?

Se o senhor é um adorador da Trindade, deve então TAMBÉM ser testemunha DO PAI...

Sabe, no final de tudo, até mesmo o senhor seria uma testemunha de Jeová...

Mas, será que o senhor é testemunha A FAVOR?

Na realidade, somente o povo de Jeová usaria Seu glorioso nome e seria reconhecido através Dele.

A profecia diz: “Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.”- Atos 15:14.

Será que se pode aplicar essa profecia à sua seita? Ou ela só se aplicaria à minha...

Então eu continuo com a minha.

A propósito: o cristianismo começou como uma SEITA JUDAICA (Atos 24:14 e 28:22). Portanto, somos todos parte de uma grande seita.

Anchieta Campos disse...

Caras testemunhas , saudações fraternais (sejam lá quem for).

Creio, piamente, e o Espírito do Senhor me dá testemunho disso, que o que já fora abordado em muitas postagens e comentários neste blog é mais que o suficiente para levar qualquer leitor sério e imparcial para rejeitar o jeovismo e se apegar ao Deus da Palavra e a Palavra de Deus.

Mas o comentário de vocês cabe algumas considerações.

O que seria ser manso e humilde de coração para vocês? Acaso já lestes Mt 12:34; 21:12,13; 23:13-15,33; Lc 3:7; 12:56? E as inúmeras lapadas que Paulo dava nas heresias? Meus caros, ser manso e humilde de coração não é ser tolerante com o erro. Todos temos liberdade de escolher o que quisermos, até mesmo em matéria de fé, mas isto não significa que tenho que me calar e não defender a Palavra de Deus. Quer dizer então que só vocês podem vim com palavras humilhantes e insinuações e nós não podemos nos defender?

Vocês perguntaram de quem Jesus testemunhava. Oras, um leitor atento da Bíblia sabe muito bem que Jesus testemunhava do Pai (Jo 12:45; 13:20; 14:9) e dEle mesmo (Jo 8:14,18), bem como o Pai testemunhava de Jesus (Jo 8:18), bem como o Espírito Santo também testifica de Jesus (Jo 15:26).

Por fim, outro ponto que merece uma observação é o seu ponto final. Você alega que o cristianismo é uma grande seita, mas nem mesmo sabe o que significa a palavra seita. As palavras seita e heresia derivam da palavra grega háiresis, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola etc. A palavra heresia é adaptação de háiresis. Quando passada para o latim, háiresis virou secta. Foi do latim que veio a palavra seita. Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24:5), não foi em sentido depreciativo. Os lideres judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do Judaísmo (ver At 5:17; 15:5; 26:5). Com o tempo, háiresis também assumiu conotação negativa, como em 1 Co 11:19; Gl 5:20; 1 Pd 1:1,2.

Creio que tudo o que deveria ter sido abordado já tinha sido ou acabou sendo abordado agora, neste comentário.

Abraços.

Que o Senhor Deus possa lhes abençoar e iluminar grandemente, em nome de Jesus.

Anchieta Campos

jmartins disse...

Caro irmão Anchieta Campos, estava procurando algo na internet e sem mais nem menos entrei no seu blog.
gostei muito do modo como vc trouxe a luz da palavra de DEUS o comentário deste anônimo.
percebi que vc tem conhecimento do que estava falando é isso e muito bom.
fiquei maravilhado mesmo nos dias de hj devemos esclarecer as pessoas e ter argumentos para que isso possa ocorrer.
teço o comentário há seu favor e aproveito para lhe fazer uma pergunta que pode me tirar uma duvida.
pois estava atrás desta resposta quando cheguei ate seu blog.
vc que gosta de ler e estudar a palavra de Deus ...
estou buscando informações e indicações de um bom comentário bíblico ...
Vc pode me dizer qual é o melhor. pois estou buscando o conhecimento dentro das Sagradas Escrituras ?
me falaram do Comentário do Matheus Henry e do Biblico do Professor ..
Vc pode me dizer destes dois qual é o melhor..

Anchieta Campos disse...

Caro irmão J. Martins, a paz do Senhor.

Sua visita em meu blog muito me honra, alegra e motiva. Suas palavras me deixam lisonjeado, pois vejo em minha pessoa um servo de Deus totalmente dependente da graça e do auxílio do Espírito Santo.

Procuro sempre me capacitar, me esforçar para que eu possa, sempre com a graça de Deus, defender as Sagradas Escrituras e suas eternas doutrinas. Louvado seja o nome de Jesus por isso.

Quanto a pergunta sobre os comentários bíblicos, devo lhe adiantar que os dois são ótimos comentários. O comentário de Matthew Henry é excelente, é um clássico! Tendo a singularidade literária dos séculos XVII e XVIII. A CPAD lançou em um primeiro momento uma versão volume único, estilo condensada, apenas com os principais comentários; recentemente ela está para lançar (se não tiver lançado) a obra completa, sendo dois volumes apenas para o Novo Testamento.

Já o Comentário Bíblico do Professor é igualmente uma obra muito boa, de autoria do ainda vivo Lawrence O. Richards. Esta obra traz, em um volume único com cerca de 1300 páginas, um comentário bastante ortodoxo de Gênesis a Apocalipse. O mesmo autor teve também duas excelentes obras editadas pela CPAD, que é o Guia do Leitor da Bíblia e o Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento.

Em suma, todas as obras aqui citadas são ótimas (bem como outras). Creio que seria um certo atrevimento de minha parte indicar uma em face de outra. A recomendação que dou é que se possível o amado ter um contato prévio (mesmo que superficial) com ambas as obras, para você fazer uma breve folheação e leitura, seria o ideal, pois você mesmo iria ver com qual obra se daria melhor em uma primeira compra.

Mas, não fugindo de minha responsabilidade de lhe responder mais diretamente, reconheço que, pessoalmente, adquiriria em um primeiro plano a obra do Matthew Henry, apenas por motivos íntrinsecos à minha pessoa, pois como já disse, ambas as obras são excelentes.

No demais, abraços fraternos e que Deus lhe abençoe grandemente.

Anchieta Campos

Luiz disse...

Querido irmão Anchieta, tudo Blz?
Você entende algo de Grego Koinê?
Seu estudo sobre a predestinação, parece até os fariseus julgando o nosso Senhor Jesus Cristo, pois vc deturpou, manipulou, distorceu e foi extremamente parcial!!!
Se o Calvinismo fosse uma "heresia braba" como os pentecostais por ignorância dizem, todos os Grandes teólogos da história do cristianismo e da atualidade, seriam todos arminianos, não é?
Você foi tão extremista como alguns amigos meus, também reformados, quando dizem que Deus não fala, e que os dons se cessaram (onde vemos base Bíblica para isso????).
Estude em bons dicionários exegéticos, e não só o dicionário vine (clássico, porém ultrapassado demais).
Todos os bons livros e diga-se de passagem os que a cpad investe um maior marketing são livros publicados por Calvinistas como: Mathew Henry, Jonathan Edwards (o maior homem que Deus levantou nessa terra, juntamente com Paulo, Agostinho e Calvino), John McCarthur (radical igual a vc, pois detesta pentecostais e fala como se fossem tudos loucos e debéis mentais,leia Os Carismáticos), J.I. Packer, e outros mais!!!
Você deve se estar perguntando o quê eu sou?
Sou Cristão, servo de Cristo e filho de Deus, igual a vc, querido irmão antes de qualquer aspecto doutrinário; Sou Calvinista, pressupocionista, não-cessacionista e amilenista!!

Anchieta Campos disse...

Irmão Luiz, a paz do Senhor.

Creio que não devo entender tanto de grego koinê como o amado, mas sei o suficiente para estar tranqüilo e embasado nos meus entendimentos bíblicos.

Você se postou neste último comentário do mesmo modo do outro. Fez duras críticas a minha pessoa e teologia, sem fundamentar em nada (isto é a verdade).

Você se mostra uma pessoa muito religiosa e firme nas tradições de sua religião, e isto por uma lado até que é bom, mas você é possuidor do mesmo defeito que a grande maioria dos calvinistas tem: endeusam suas doutrinas e raízes, o que acaba por os impedirem de analisar a Bíblia imparcialmente e de fora pura.

Não tenho a intenção de iniciar um embate doutrinário com o irmão, se você percebeu, publiquei três postagens sobre isso, além de outros artigos sobre o tema, portanto não vejo necessidade de se criar outro embate que com certeza resultará como os demais.

Por fim, fico feliz por compactuarmos em relação a contemporaneidade dos dons espirituais. Amém.

Encerrando como o irmão encerrou, afirmando que sou um cristão bíblico, portanto, creio no livre-arbítrio do homem, sou não-cessacionista, e milenista pré-tribulacionista.

Abraço.

Anchieta Campos