Começa hoje (06/07), e se estende até a próxima sexta-feira (10/07), a 22ª Assembléia Geral Ordinária da Convenção de Ministros da Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte (CEMADERN), que reunirá centenas de líderes assembleianos do Estado, entre pastores, evangelistas, presbíteros e diáconos. Paralelamente será realizada a 13ª Reunião da União de Esposas de Ministros da Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte (UEMADERN).
O tema desta Assembléia Geral é “O obreiro e os desafios doutrinários e vocacionais (Tito 1:9)”, e terá como preletores oficiais os pastores Wagner Gaby (PR) e Messias dos Santos (SC), além de palestras com os pastores Elinaldo Renovato (Parnamirim/RN), José Carlos (PB), Abdênego Xavier (Natal/RN), Roberto José (PE), Martim Alves (Mossoró/RN), José Antônio (AL), Oséias de Paula (Venezuela), e Ailton José (PE). Como cantor oficial marcará presença o carioca Marcelo Santos, da Patmos Music.
A programação oficial pode ser vista clicando-se AQUI.
Por motivos de ordem superior (compromissos com faculdade e estágio) não poderei marcar presença na capital potiguar para realizar uma cobertura completa sobre este importante evento, mas com certeza tentaremos nos manter bem informados para repassar o que de crucial ocorrer nesta AGO.
A minha oração e desejo (assim como de todos os assembleianos honestos do RN) é de que esta AGO seja realmente dirigida pelo Espírito Santo, por intermédio de homens zelosos para com a Palavra e tementes verdadeiramente a Deus. Confio plenamente na seriedade e integridade do presidente estadual, pastor Raimundo João de Santana, bem como na notável cultura bíblica dos pastores Elinaldo Renovato e Martim Alves (vice-presidente estadual), o que com certeza cativa a mente de ambos para com os princípios éticos e teológicos da Palavra de Deus.
Que o ego e a vaidade humana não venham a reinar nesta AGO; que interesses e jogos políticos não venham a ser o padrão para decisões; que a “teologia financeira” não venha a sobrepor a pura teologia bíblica/sistemática. Enfim, que os pastores que estarão nesta AGO, principalmente os de igrejas-sede de campo eclesiástico, sejam antes de tudo crentes no Deus da Palavra e na Palavra de Deus, e não apenas importantes e poderosos líderes. Amém.
“pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” At 15:28.
Daquele que ama a Assembléia de Deus,
Anchieta Campos
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Estatuto e Regimento da IEADERN disponíveis para download
Encontram-se disponibilizados para download no site da Assembléia de Deus em Natal/IEADERN, o novo Estatuto e o Regimento Interno da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte, aprovados no dia 10 de abril deste ano em Assembléia Geral presidida pelo pastor Elinaldo Renovato de Lima (Parnamirim/RN).
O Estatuto é composto de 23 páginas, sendo que passará a vigorar a partir de 01 de janeiro de 2010, revogando assim o atual Estatuto, o qual data de 1984 (mais velho que eu!).
Já o Regimento Interno é composto de 12 páginas, com vigência plena desde a sua aprovação.
Ambos documentos tiveram como Relator o pastor Israel Caldas Sobrinho, líder da Assembléia de Deus em Goianinha/RN.
Para baixar o Estatuto, clique AQUI.
Para baixar o Regimento Interno, clique AQUI.
Em um futuro próximo (quando eu estiver de férias da faculdade) estarei postando alguns comentários a respeito destes dois imprescindíveis documentos para todo e qualquer assembleiano do Rio Grande do Norte. Talvez lá para o final deste mês ou início de agosto eu esteja publicando tais análises, o que implica em tempo suficiente para todo assembleiano interessado ler e reler tais documentos.
Anchieta Campos
O Estatuto é composto de 23 páginas, sendo que passará a vigorar a partir de 01 de janeiro de 2010, revogando assim o atual Estatuto, o qual data de 1984 (mais velho que eu!).
Já o Regimento Interno é composto de 12 páginas, com vigência plena desde a sua aprovação.
Ambos documentos tiveram como Relator o pastor Israel Caldas Sobrinho, líder da Assembléia de Deus em Goianinha/RN.
Para baixar o Estatuto, clique AQUI.
Para baixar o Regimento Interno, clique AQUI.
Em um futuro próximo (quando eu estiver de férias da faculdade) estarei postando alguns comentários a respeito destes dois imprescindíveis documentos para todo e qualquer assembleiano do Rio Grande do Norte. Talvez lá para o final deste mês ou início de agosto eu esteja publicando tais análises, o que implica em tempo suficiente para todo assembleiano interessado ler e reler tais documentos.
Anchieta Campos
Domingo, 28 de Junho de 2009
Compreendendo Mt 24:34 – A importância da exegese
“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” Mt 24:34 (cf. Mc 13:30; Lc 21:32).
Como compreender a declaração de Jesus acima? A geração da época de Jesus evidentemente que já morreu, já passou. Teria o Mestre cometido um erro? Claro que não.
Por mais que o crente leia a Bíblia de cima a baixo em busca de um esclarecimento para esta frase de Jesus, o mesmo nunca achará uma sistemática que venha satisfatoriamente a lhe esclarecer Mt 24:34, pois a resposta está no próprio versículo em análise, só que “escondida” na exegese do grego remoto dos escritos neo-testamentários.
A palavra “geração” no versículo acima provém do grego “γενεὰ”, palavra transliterada como “genea”, que significa simplesmente “raça, tipo de povo”. Logo, Jesus quis dizer que todos os eventos escatológicos até então mencionados se cumpririam sem que o povo judeu passasse, ou fosse extinto (sumisse) da terra.
Inegavelmente a velha e boa teologia (neste particular representada pela exegese bíblica), às vezes tão censurada e menosprezada no meio protestante (principalmente no meio pentecostal), é de uma importância indispensável para um correto e puro entendimento das Sagradas Escrituras. Citei o simples exemplo de Mt 24:34, mas são inúmeros os exemplos do nosso dia-a-dia que mostram, por ‘a’ mais ‘b’, que sem educação teológica é impossível ser um bom crente ortodoxo e fiel a sã doutrina.
Infelizmente não é raridade vermos a ortodoxia bíblica sendo assassinada nos púlpitos reformados, tanto por líderes como por “meros” membros. Fico doente quando vejo o estudo e formação teológica serem censurados e/ou menosprezados em nosso meio. Por que ainda há em muitos lugares o receio de que o conhecimento bíblico/teológico seja difundido e alcance mais o povo evangélico? Será que o conhecimento verdadeiro e puro da Palavra de Deus é mesmo temido por algumas pessoas de posição no meio eclesiástico? Interesses e comodidades pessoais estariam realmente em jogo com a difusão deste nobre saber? Quem tem o conhecimento tem as respostas!
“A fé não consiste na ignorância, mas no conhecimento” João Calvino.
Sola Scriptura!
Anchieta Campos
Como compreender a declaração de Jesus acima? A geração da época de Jesus evidentemente que já morreu, já passou. Teria o Mestre cometido um erro? Claro que não.
Por mais que o crente leia a Bíblia de cima a baixo em busca de um esclarecimento para esta frase de Jesus, o mesmo nunca achará uma sistemática que venha satisfatoriamente a lhe esclarecer Mt 24:34, pois a resposta está no próprio versículo em análise, só que “escondida” na exegese do grego remoto dos escritos neo-testamentários.
A palavra “geração” no versículo acima provém do grego “γενεὰ”, palavra transliterada como “genea”, que significa simplesmente “raça, tipo de povo”. Logo, Jesus quis dizer que todos os eventos escatológicos até então mencionados se cumpririam sem que o povo judeu passasse, ou fosse extinto (sumisse) da terra.
Inegavelmente a velha e boa teologia (neste particular representada pela exegese bíblica), às vezes tão censurada e menosprezada no meio protestante (principalmente no meio pentecostal), é de uma importância indispensável para um correto e puro entendimento das Sagradas Escrituras. Citei o simples exemplo de Mt 24:34, mas são inúmeros os exemplos do nosso dia-a-dia que mostram, por ‘a’ mais ‘b’, que sem educação teológica é impossível ser um bom crente ortodoxo e fiel a sã doutrina.
Infelizmente não é raridade vermos a ortodoxia bíblica sendo assassinada nos púlpitos reformados, tanto por líderes como por “meros” membros. Fico doente quando vejo o estudo e formação teológica serem censurados e/ou menosprezados em nosso meio. Por que ainda há em muitos lugares o receio de que o conhecimento bíblico/teológico seja difundido e alcance mais o povo evangélico? Será que o conhecimento verdadeiro e puro da Palavra de Deus é mesmo temido por algumas pessoas de posição no meio eclesiástico? Interesses e comodidades pessoais estariam realmente em jogo com a difusão deste nobre saber? Quem tem o conhecimento tem as respostas!
“A fé não consiste na ignorância, mas no conhecimento” João Calvino.
Sola Scriptura!
Anchieta Campos
Sábado, 20 de Junho de 2009
A observância dos mandamentos e a salvação
A relação entre observar os mandamentos (em sentido geral) e a salvação, aparentemente lembra um paradoxo, mas não o é.
Primeiramente tem que se destacar que o mero fato de observar os mandamentos da lei mosaica não garante a vida eterna (cf. Mt 19:17-24). Destaque-se ainda, de pronto, que conforme a referência supra citada, a guarda do sábado, a observância da circuncisão, a observância das festas judaicas, os holocaustos, e outros caracteres da lei mosaica, não foram citados por Jesus como requisitos para a salvação (ver At 15:25; 1 Co 7:18-20; Cl 2:16,17).
A bem da verdade, é inconteste que a observância da lei e seus mandamentos não tem o poder de tornar o homem justo perante Deus, mas tão somente o sacrifício de Cristo é que detém tal eficácia (cf. Rm 3:19-28; 8:3; Gl 2:16,21; 3:10,11; Ef 2:8,9,13-16; 2 Tm 1:9; Hb 9:19-28; 10:1-4), tendo a lei sido revogada como meio divino para se chegar à Deus (cf. Gl 3:24,25; Hb 7:18,19).
Uma passagem bastante pertinente sobre o tema é Mt 5:19, que diz: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”. Aqui Jesus está se referindo justamente à lei mosaica (v. 18), e percebemos que a ênfase soteriológica repousa no ensino, e não necessariamente na irrestrita e perfeita observância dos mandamentos ensinados. Vemos que mesmo que um crente chegue a violar algum mandamento, ainda assim o mesmo poderá herdar o reino dos céus, pois na verdade não há pessoa alguma que esteja isenta de pecar (Ec 7:20; 1 Jo 1:8-10). Lembremos ainda, como eu já disse aqui no blog em outra oportunidade, que por mais que o exterior possa ser um reflexo do interior de uma pessoa, o mesmo é enganoso em ambos os sentidos, sendo que o que define realmente uma pessoa para com Deus é o seu interior (1 Sm 16:7; 2 Co 5:12; Gl 2:6; Cl 2:23; 3:22; 2 Tm 3:5). Por isso que o julgamento de uma pessoa deve se iniciar sempre pela doutrina que a mesma professa (Rm 16:17; Ef 4:14; 1 Tm 1:3,10; 4:1,6; 6:3-5; 2 Tm 4:3,4; Tt 1:9; Hb 13:9; 2 Jo 1:9,10; Ap 2:14,15), sendo que os atos condenáveis (Gl 5:19-21; Ap 21:8; 22:15) não são necessariamente o estado permanente e imutável de uma pessoa, cf. 1 Co 6:9-11; Ef 2:2,3; 5:8; Cl 1:21; 3:5-8; Tt 3:1-5.
Para uma melhor compreensão sobre a relação entre o crente e o pecado, ver meu artigo “O crente e o pecado”.
Os mandamentos maiores da fé cristã não estão relacionados diretamente com a observância dos regramentos da lei, mas sim em relação a termos fé em Jesus e a amarmos uns aos outros (1 Jo 3:23; 4:21; Jo 13:34,35; 15:12). Ver Mt 22:36-40.
Portanto, a observância dos mandamentos da lei mosaica não é requisito para a salvação. Pontos como a guarda do sábado, circuncisão, festas judaicas e holocaustos, não fazem parte do quadro de mandamentos que devem ser observados na Nova Aliança. A observância perfeita dos mandamentos confirmados pela Nova Aliança, bem como os surgidos na mesma, conquanto sirvam de padrão para a vida cristã, não vem a ser requisito primário e indispensável para a salvação, visto que, conquanto o crente sempre busque levar uma vida santa aqui na terra, o mesmo jamais conseguirá ter uma vida imaculada; devendo, quando pecar (o que deve ser exceção na vida do crente), buscar em Cristo (e não na inútil observância dos mandamentos) o perdão pelos pecados (cf. 1 Jo 2:1,2).
“Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” 1 Tm 1:5.
“Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” Mt 7:20; “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei” Gl 5:22,23.
Anchieta Campos
Primeiramente tem que se destacar que o mero fato de observar os mandamentos da lei mosaica não garante a vida eterna (cf. Mt 19:17-24). Destaque-se ainda, de pronto, que conforme a referência supra citada, a guarda do sábado, a observância da circuncisão, a observância das festas judaicas, os holocaustos, e outros caracteres da lei mosaica, não foram citados por Jesus como requisitos para a salvação (ver At 15:25; 1 Co 7:18-20; Cl 2:16,17).
A bem da verdade, é inconteste que a observância da lei e seus mandamentos não tem o poder de tornar o homem justo perante Deus, mas tão somente o sacrifício de Cristo é que detém tal eficácia (cf. Rm 3:19-28; 8:3; Gl 2:16,21; 3:10,11; Ef 2:8,9,13-16; 2 Tm 1:9; Hb 9:19-28; 10:1-4), tendo a lei sido revogada como meio divino para se chegar à Deus (cf. Gl 3:24,25; Hb 7:18,19).
Uma passagem bastante pertinente sobre o tema é Mt 5:19, que diz: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”. Aqui Jesus está se referindo justamente à lei mosaica (v. 18), e percebemos que a ênfase soteriológica repousa no ensino, e não necessariamente na irrestrita e perfeita observância dos mandamentos ensinados. Vemos que mesmo que um crente chegue a violar algum mandamento, ainda assim o mesmo poderá herdar o reino dos céus, pois na verdade não há pessoa alguma que esteja isenta de pecar (Ec 7:20; 1 Jo 1:8-10). Lembremos ainda, como eu já disse aqui no blog em outra oportunidade, que por mais que o exterior possa ser um reflexo do interior de uma pessoa, o mesmo é enganoso em ambos os sentidos, sendo que o que define realmente uma pessoa para com Deus é o seu interior (1 Sm 16:7; 2 Co 5:12; Gl 2:6; Cl 2:23; 3:22; 2 Tm 3:5). Por isso que o julgamento de uma pessoa deve se iniciar sempre pela doutrina que a mesma professa (Rm 16:17; Ef 4:14; 1 Tm 1:3,10; 4:1,6; 6:3-5; 2 Tm 4:3,4; Tt 1:9; Hb 13:9; 2 Jo 1:9,10; Ap 2:14,15), sendo que os atos condenáveis (Gl 5:19-21; Ap 21:8; 22:15) não são necessariamente o estado permanente e imutável de uma pessoa, cf. 1 Co 6:9-11; Ef 2:2,3; 5:8; Cl 1:21; 3:5-8; Tt 3:1-5.
Para uma melhor compreensão sobre a relação entre o crente e o pecado, ver meu artigo “O crente e o pecado”.
Os mandamentos maiores da fé cristã não estão relacionados diretamente com a observância dos regramentos da lei, mas sim em relação a termos fé em Jesus e a amarmos uns aos outros (1 Jo 3:23; 4:21; Jo 13:34,35; 15:12). Ver Mt 22:36-40.
Portanto, a observância dos mandamentos da lei mosaica não é requisito para a salvação. Pontos como a guarda do sábado, circuncisão, festas judaicas e holocaustos, não fazem parte do quadro de mandamentos que devem ser observados na Nova Aliança. A observância perfeita dos mandamentos confirmados pela Nova Aliança, bem como os surgidos na mesma, conquanto sirvam de padrão para a vida cristã, não vem a ser requisito primário e indispensável para a salvação, visto que, conquanto o crente sempre busque levar uma vida santa aqui na terra, o mesmo jamais conseguirá ter uma vida imaculada; devendo, quando pecar (o que deve ser exceção na vida do crente), buscar em Cristo (e não na inútil observância dos mandamentos) o perdão pelos pecados (cf. 1 Jo 2:1,2).
“Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” 1 Tm 1:5.
“Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” Mt 7:20; “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei” Gl 5:22,23.
Anchieta Campos
Entendendo Salmo 1:5
“Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos” Salmo 1:5.
Não é raro ouvirmos sermões onde, desvirtuando-se a boa hermenêutica, o versículo acima é citado como fundamento para a falsa idéia de que ‘os pecadores intra-eclésia findarão por abandonar a igreja evangélica em que congregam antes de morrerem’ (não se sabe por intermédio de que força), sendo assim esta “congregação dos justos” a igreja evangélica local.
Primeiramente tem que se destacar que isso é apenas mais um reflexo da materialização da fé. Tudo que é espiritual, celeste, está sendo adaptado e recebendo uma capa de secularização, sendo que o conceito de igreja é um dos que mais tem sofrido com este mal. Mais uma triste constatação inegável.
Pois bem, a verdade sistemática bíblica é que o salmista (não se sabe o autor deste Salmo 1) não quis dizer que a “congregação dos justos” se refere a uma congregação terrena, secular, mas sim o mesmo fez menção ao céu eterno de glória, onde realmente os ímpios pecadores não terão participação alguma (1 Co 6:9,10; Gl 5:19-21; Ap 21:27; 22:14,15). E para se alcançar tal conclusão, além da própria sistemática bíblica, basta apenas recorrer ao próprio versículo em análise.
O termo “juízo”, na primeira parte do verso, é uma clara alusão ao juízo final, o que determinará o destino eterno de cada ser humano. Ao se aceitar o termo “congregação dos justos” como sendo as congregações protestantes, simplesmente estar-se-ia colocando a salvação como propriedade exclusiva das mesmas, onde só se salvaria quem estivesse forçosamente se congregando em alguma igreja protestante, além de garantir ao crente que, enquanto participante de uma igreja evangélica, o mesmo necessariamente seria um justo/salvo, visto que subsistiu na “congregação dos justos”. Logo a salvação estaria restrita só e tão somente a fatores externos (estar fisicamente em uma igreja evangélica), conclusão essa que vem a contrariar tudo que a Palavra ensina sobre salvação e comunhão com Deus.
Discorrendo sobre o tema, o memorável teólogo Donald C. Stamps, autor das notas e estudos da Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, assim se expressou com a sua peculiar propriedade:
“1.4-6 OS ÍMPIOS. O Sl 1 descreve os pecadores impenitentes sob três quadros horríveis: (1) são como a “moinha” lançada para longe por forças que não conseguem ver (v. 4; ver Ef 2.2 nota); (2) serão condenados na presença de Deus no dia do juízo (v. 5; cf. 76.7; Ml 3.2; Mt 25.31-46; Ap 6.17); (3) perecerão eternamente (v. 6; ver Mt 10.28 nota)”.
Como bem frisou Stamps, o versículo 5 trata da condenação ‘no dia do juízo’, e não de uma separação ainda terrena. Lembremo-nos que muitos que se dizem crentes e que se congregam serão condenados no dia do juízo (cf. Mt 7:21-23; Tg 1:26; Ap 2:4,5,16; 3:3), não devendo nós colocarmos a confiança no fato de estarmos com regularidade em um templo dedicado à Deus (cf. Jr 7:2-4).
Portanto, não procede o pensamento de que todos os que permanecerem em uma igreja local é porque Deus tem “negócio” com eles, ou que tal membro de cadeira cativa na igreja é certamente um justo/salvo. A salvação não repousa exclusivamente dentro de um templo protestante, conquanto venha a ser o ideal que um conhecedor e seguidor da Palavra se congregue em uma igreja reformada.
Anchieta Campos
Não é raro ouvirmos sermões onde, desvirtuando-se a boa hermenêutica, o versículo acima é citado como fundamento para a falsa idéia de que ‘os pecadores intra-eclésia findarão por abandonar a igreja evangélica em que congregam antes de morrerem’ (não se sabe por intermédio de que força), sendo assim esta “congregação dos justos” a igreja evangélica local.
Primeiramente tem que se destacar que isso é apenas mais um reflexo da materialização da fé. Tudo que é espiritual, celeste, está sendo adaptado e recebendo uma capa de secularização, sendo que o conceito de igreja é um dos que mais tem sofrido com este mal. Mais uma triste constatação inegável.
Pois bem, a verdade sistemática bíblica é que o salmista (não se sabe o autor deste Salmo 1) não quis dizer que a “congregação dos justos” se refere a uma congregação terrena, secular, mas sim o mesmo fez menção ao céu eterno de glória, onde realmente os ímpios pecadores não terão participação alguma (1 Co 6:9,10; Gl 5:19-21; Ap 21:27; 22:14,15). E para se alcançar tal conclusão, além da própria sistemática bíblica, basta apenas recorrer ao próprio versículo em análise.
O termo “juízo”, na primeira parte do verso, é uma clara alusão ao juízo final, o que determinará o destino eterno de cada ser humano. Ao se aceitar o termo “congregação dos justos” como sendo as congregações protestantes, simplesmente estar-se-ia colocando a salvação como propriedade exclusiva das mesmas, onde só se salvaria quem estivesse forçosamente se congregando em alguma igreja protestante, além de garantir ao crente que, enquanto participante de uma igreja evangélica, o mesmo necessariamente seria um justo/salvo, visto que subsistiu na “congregação dos justos”. Logo a salvação estaria restrita só e tão somente a fatores externos (estar fisicamente em uma igreja evangélica), conclusão essa que vem a contrariar tudo que a Palavra ensina sobre salvação e comunhão com Deus.
Discorrendo sobre o tema, o memorável teólogo Donald C. Stamps, autor das notas e estudos da Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, assim se expressou com a sua peculiar propriedade:
“1.4-6 OS ÍMPIOS. O Sl 1 descreve os pecadores impenitentes sob três quadros horríveis: (1) são como a “moinha” lançada para longe por forças que não conseguem ver (v. 4; ver Ef 2.2 nota); (2) serão condenados na presença de Deus no dia do juízo (v. 5; cf. 76.7; Ml 3.2; Mt 25.31-46; Ap 6.17); (3) perecerão eternamente (v. 6; ver Mt 10.28 nota)”.
Como bem frisou Stamps, o versículo 5 trata da condenação ‘no dia do juízo’, e não de uma separação ainda terrena. Lembremo-nos que muitos que se dizem crentes e que se congregam serão condenados no dia do juízo (cf. Mt 7:21-23; Tg 1:26; Ap 2:4,5,16; 3:3), não devendo nós colocarmos a confiança no fato de estarmos com regularidade em um templo dedicado à Deus (cf. Jr 7:2-4).
Portanto, não procede o pensamento de que todos os que permanecerem em uma igreja local é porque Deus tem “negócio” com eles, ou que tal membro de cadeira cativa na igreja é certamente um justo/salvo. A salvação não repousa exclusivamente dentro de um templo protestante, conquanto venha a ser o ideal que um conhecedor e seguidor da Palavra se congregue em uma igreja reformada.
Anchieta Campos
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Pérola episcopal
Olha, tenham a certeza que eu tentei; saibam que me esforcei muito para não fazer menção aqui no blog, mas, sinceramente, não consegui me conter.
Estava eu no MSN há pouco tempo, quando me deparei com um subnick um tanto quanto interessante. O subnick desse meu contato dizia exatamente o seguinte: “A caminhos que levam a morte espiritual, rebeliar-se contra quem tem cajado na mão (Pastor) é um deles!!!!!”.
Bem, de cara percebe-se que se trata de um evangélico, mas não um simples membro qualquer. Essa pérola, como o mediano entendedor já deu para perceber desde o título, foi escrita por um presbítero! E por sinal um presbítero da nossa quase centenária e mui querida Assembléia de Deus! Isso mesmo! Pelo conteúdo da mesma já dá para se ter uma noção até onde viemos parar (o buraco é fundo!) como igreja evangélica.
O dito presbítero (presbítero?), além de dar uma escorregada feia na teologia sistemática, achou pouco e resolveu assassinar a nossa recém alterada língua portuguesa.
Na teologia eu não sabia que o pastor tem o poder de matar espiritualmente um membro. Em outras palavras tal presbítero afirmou que o pastor tem prerrogativas espirituais suficientes para matar espiritualmente um crente, e por conseqüência lógica condená-lo ao inferno. Tal pensamento, caro leitor, é um absurdo teológico imensurável. Reconheço, como cristão ortodoxo que sou, que a igreja local e sua composição eclesiástica, tal qual se apresenta hoje na maioria das igrejas protestantes, são retratos de uma boa hermenêutica bíblica (ver meu artigo Em defesa da igreja local). Agora, é bem verdade que o pastor local não tem atribuição bíblica alguma para determinar em que estado se encontra a comunhão do membro com Deus, muito menos determinar a morte ou a vida espiritual do mesmo (ver meu artigo A disciplina eclesiástica local e a comunhão com Deus).
Tal presbítero, o qual conheço pessoalmente, por isso que posso afirmar com convicção, além dele próprio ter reforçado com essa frase infundada, é daquele tipo de crente que tem como uma verdade bíblica a famosa frase “não toqueis nos meus ungidos”. Isto posto, e para efeito de esclarecimento do mesmo sobre o assunto, recomendo a leitura do artigo “Não toqueis nos meus ungidos?”, onde faço menção de uma produção teológica do pastor e escritor assembleiano, Ciro Sanchs Zibordi.
E a língua portuguesa? Como sempre sendo assassinada de modo cruel! Afinal de contas trocar “há” por “a”, e “rebelar-se” por “rebeliar-se”, não vem a ser um erro de difícil percepção para um brasileiro médio. “Rebeliar-se” foi demais!
Destarte, esse artigo serve para demonstrar a que ponto chegamos, pois certas pessoas que levam o título de presbítero, as quais mesmo não sabendo lá essas coisas de português, pelo menos não deveriam assassinar a sã doutrina bíblica com frases aberrantes como esta.
Por essas e outras que o povo evangélico ainda é taxado de ignorante por muitos céticos letrados, muitos dos quais inclusive realizariam um juízo de valor sobre o pastor ser habilitado ou não para determinar a morte espiritual de um membro, o que só viria a aumentar o prejuízo.
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” 2 Tm 2:15.
Sola Scriptura!
Anchieta Campos
Estava eu no MSN há pouco tempo, quando me deparei com um subnick um tanto quanto interessante. O subnick desse meu contato dizia exatamente o seguinte: “A caminhos que levam a morte espiritual, rebeliar-se contra quem tem cajado na mão (Pastor) é um deles!!!!!”.
Bem, de cara percebe-se que se trata de um evangélico, mas não um simples membro qualquer. Essa pérola, como o mediano entendedor já deu para perceber desde o título, foi escrita por um presbítero! E por sinal um presbítero da nossa quase centenária e mui querida Assembléia de Deus! Isso mesmo! Pelo conteúdo da mesma já dá para se ter uma noção até onde viemos parar (o buraco é fundo!) como igreja evangélica.
O dito presbítero (presbítero?), além de dar uma escorregada feia na teologia sistemática, achou pouco e resolveu assassinar a nossa recém alterada língua portuguesa.
Na teologia eu não sabia que o pastor tem o poder de matar espiritualmente um membro. Em outras palavras tal presbítero afirmou que o pastor tem prerrogativas espirituais suficientes para matar espiritualmente um crente, e por conseqüência lógica condená-lo ao inferno. Tal pensamento, caro leitor, é um absurdo teológico imensurável. Reconheço, como cristão ortodoxo que sou, que a igreja local e sua composição eclesiástica, tal qual se apresenta hoje na maioria das igrejas protestantes, são retratos de uma boa hermenêutica bíblica (ver meu artigo Em defesa da igreja local). Agora, é bem verdade que o pastor local não tem atribuição bíblica alguma para determinar em que estado se encontra a comunhão do membro com Deus, muito menos determinar a morte ou a vida espiritual do mesmo (ver meu artigo A disciplina eclesiástica local e a comunhão com Deus).
Tal presbítero, o qual conheço pessoalmente, por isso que posso afirmar com convicção, além dele próprio ter reforçado com essa frase infundada, é daquele tipo de crente que tem como uma verdade bíblica a famosa frase “não toqueis nos meus ungidos”. Isto posto, e para efeito de esclarecimento do mesmo sobre o assunto, recomendo a leitura do artigo “Não toqueis nos meus ungidos?”, onde faço menção de uma produção teológica do pastor e escritor assembleiano, Ciro Sanchs Zibordi.
E a língua portuguesa? Como sempre sendo assassinada de modo cruel! Afinal de contas trocar “há” por “a”, e “rebelar-se” por “rebeliar-se”, não vem a ser um erro de difícil percepção para um brasileiro médio. “Rebeliar-se” foi demais!
Destarte, esse artigo serve para demonstrar a que ponto chegamos, pois certas pessoas que levam o título de presbítero, as quais mesmo não sabendo lá essas coisas de português, pelo menos não deveriam assassinar a sã doutrina bíblica com frases aberrantes como esta.
Por essas e outras que o povo evangélico ainda é taxado de ignorante por muitos céticos letrados, muitos dos quais inclusive realizariam um juízo de valor sobre o pastor ser habilitado ou não para determinar a morte espiritual de um membro, o que só viria a aumentar o prejuízo.
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” 2 Tm 2:15.
Sola Scriptura!
Anchieta Campos
Domingo, 14 de Junho de 2009
Paradoxos evangélicos
Paradoxo, segundo a já batida e difundida definição, é “uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é o oposto do que alguém pensa ser a verdade”.
Pois bem, estava analisando alguns dos componentes da sistemática evangélica brasileira, e cheguei a algumas conclusões que divido neste momento com os nobres leitores deste humilde espaço.
Pude constatar que o protestantismo, conquanto seja o modelo sistemático da cristandade que mais se aproxima das Sagradas Escrituras, é ainda assim detentor de alguns não poucos paradoxos, dentre os quais alguns são um tanto quanto absurdos.
Vejamos alguns exemplos práticos de paradoxos no nosso meio:
1) No meio protestante é mais fácil acolher e ajudar um pecador que se converte, do que um crente que veio a pecar, sendo que ambos são igualmente humanos.
2) No meio protestante coloca-se o tempo como pré-requisito para se ocupar determinado cargo eclesiástico, anulando e/ou sumprimindo com isso outras características (mais importantes), como o preparo bíblico/teológico, habilidades administrativas, compromisso sincero com Deus, além da própria vontade de Deus.
3) No meio protestante, em algumas igrejas, devem as mulheres usarem sempre saia (ou vestido), sendo que prefere-se a uma saia curta do que a uma calça.
4) No meio protestante, em algumas igrejas, condena-se a prática de esportes, notadamente o futebol, incentivando assim o descuido com o próprio corpo, que é o templo do Espírito Santo.
5) No meio protestante se incentiva os membros a serem leais a sua nação (Estado), contribuindo com os impostos, prestando o serviço militar em seus devidos caracteres, etc., mas se censura o ato de torcer pela pátria em algum esporte.
6) No meio protestante, em algums igrejas, não se censura o fato do membro vir a ser um comilão (fazem até piada com isso na maioria dos casos), mas se um membro vier a ingerir um copo de vinho que seja, o mesmo é imediatamente taxado de beberrão e pecador.
7) No meio protestante, em algumas igrejas, promove-se abertamente rifas e outras modalidades de sorteios (formas do termo popular ‘jogo’), sempre de forma onerosa e sem contribuição alguma para o fundo social comum, mas censura-se o membro que concorre a sorteios em jogos legalizados (loterias da Caixa, por exemplo).
Poderia aqui citar outros fatos presentes em nossa realidade diária, mas estes elencados já servem para demonstrar o quão ainda precisamos amadurecer como povo que se diz Igreja do Senhor Jesus e conhecedor da Palavra de Deus. Contradições como estas citadas dificultam um saudável crescimento do evangelho, bem como são pratos cheios para escândalos e críticas destrutivas dos opositores.
Agora uma coisa é verdade: a Igreja verdadeira, a que será arrebatada, anda longe de cair nestes paradoxos da tradição religiosa evangélica.
Anchieta Campos
Pois bem, estava analisando alguns dos componentes da sistemática evangélica brasileira, e cheguei a algumas conclusões que divido neste momento com os nobres leitores deste humilde espaço.
Pude constatar que o protestantismo, conquanto seja o modelo sistemático da cristandade que mais se aproxima das Sagradas Escrituras, é ainda assim detentor de alguns não poucos paradoxos, dentre os quais alguns são um tanto quanto absurdos.
Vejamos alguns exemplos práticos de paradoxos no nosso meio:
1) No meio protestante é mais fácil acolher e ajudar um pecador que se converte, do que um crente que veio a pecar, sendo que ambos são igualmente humanos.
2) No meio protestante coloca-se o tempo como pré-requisito para se ocupar determinado cargo eclesiástico, anulando e/ou sumprimindo com isso outras características (mais importantes), como o preparo bíblico/teológico, habilidades administrativas, compromisso sincero com Deus, além da própria vontade de Deus.
3) No meio protestante, em algumas igrejas, devem as mulheres usarem sempre saia (ou vestido), sendo que prefere-se a uma saia curta do que a uma calça.
4) No meio protestante, em algumas igrejas, condena-se a prática de esportes, notadamente o futebol, incentivando assim o descuido com o próprio corpo, que é o templo do Espírito Santo.
5) No meio protestante se incentiva os membros a serem leais a sua nação (Estado), contribuindo com os impostos, prestando o serviço militar em seus devidos caracteres, etc., mas se censura o ato de torcer pela pátria em algum esporte.
6) No meio protestante, em algums igrejas, não se censura o fato do membro vir a ser um comilão (fazem até piada com isso na maioria dos casos), mas se um membro vier a ingerir um copo de vinho que seja, o mesmo é imediatamente taxado de beberrão e pecador.
7) No meio protestante, em algumas igrejas, promove-se abertamente rifas e outras modalidades de sorteios (formas do termo popular ‘jogo’), sempre de forma onerosa e sem contribuição alguma para o fundo social comum, mas censura-se o membro que concorre a sorteios em jogos legalizados (loterias da Caixa, por exemplo).
Poderia aqui citar outros fatos presentes em nossa realidade diária, mas estes elencados já servem para demonstrar o quão ainda precisamos amadurecer como povo que se diz Igreja do Senhor Jesus e conhecedor da Palavra de Deus. Contradições como estas citadas dificultam um saudável crescimento do evangelho, bem como são pratos cheios para escândalos e críticas destrutivas dos opositores.
Agora uma coisa é verdade: a Igreja verdadeira, a que será arrebatada, anda longe de cair nestes paradoxos da tradição religiosa evangélica.
Anchieta Campos
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