domingo, 30 de novembro de 2008

Frase quase divina – 37

Mais uma frase do nosso reformador Matinho Lutero.

“Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias” Martinho Lutero.

Anchieta Campos

10 comentários:

james disse...

Graça e paz vos sejam multiplicadas, amado irmão Anchieta Campos.

Mesmo antes dos tempos do reformador Lutero, milhares e milhares se vêem atrelados aos falsos ensinamentos e na busca de milagres...

Fraternalmente.
James.
www.jesusmaioramor.blogspot.com

Anchieta Campos disse...

Prezado irmão James, a paz do Senhor.

O homem é muito fácil de ser atraído por coisas fabulosas, e Satanás sabe muito bem disso.

Milagres genuínos sempre existiram e ainda existem. Agora, como é de saber básico para o mais simples estudioso da Bíblia, nem todo "milagre" provém de Deus.

Visão crítica é uma grande falta no povo de Deus em nossos tempos.

Abraço fraterno.

Anchieta Campos

Anônimo disse...

Irmão Anchieta, bem que esta frase poderia ser aplicada as ´´belas canções´´ de um certo grupo unicista. O que você acha?

A paz do Senhor!

Josiel

Clóvis disse...

Anchieta e James,

Vivemos tempos em que o pragmatismo impera: se algo funciona, então é certo. O pregador pode falar as maiores atrocidades antibíblicas, mas se "orar por revelação" então falou da parte de Deus. Uma prática pode ser repovável em todos os sentidos, mas se produz bons resultados, então Deus está no negócio.

Em nenhuma área isso é mais evidente que no evangelismo pragmático: não importa o que se pregue nem os meios que se use, o importante é que o templo (e o gazofilácio, obviamente) se encha.

Precisamos de um Lutero. Embora desconfie que não suportaríamos meio Lutero.

Em Cristo,

Clóvis
http://cincosolas.blogspot.com

Anchieta Campos disse...

Caro irmão Josiel, a paz do Senhor.

Realmente o famoso grupo unicista precisa conhecer este pensamento de Lutero.

Mas na verdade eles até que de certa forma dão crédito a esta frase de Lutero, o problema repousa no fato deles pensarem que estão interpretando corretamente as Escrituras.

Forte abraço e obrigado por sua participação.

Estou em mora com o irmão, alguns imprevistos sobrevieram mas já foram solucionados.

Forte abraço.

Anchieta Campos

Anchieta Campos disse...

Caro irmão Clóvis, a paz do Senhor.

Muito boa a sua colocação.

A experiência já tomou, há muito, o espaço da Palavra de Deus.

Pregações expositivas são raramente vistas, mas as pregações sem conteúdo e embasadas apenas em gritos e frases de efeito, estas sim são marcantes em nosso meio.

Abraço fraterno.

Anchieta Campos

josiel disse...

Fica em paz!

Eu aguardo, imprevistos são muitas vezess imprevisiveis.(Risos).

Deus continue te abençoando!

Cristiano Santana disse...

Cometemos um grande erro quando passamos a considerar os milagres como um fim em si.

Na verdade os milagres externos são um meio, isto é, têm um papel secundário:

1) Os milagres funcionam como autenticadores da mensagem bíblica.

2) A instrução bíblica voltada para o crescimento espiritual do homem tem a precedência, sendo superior em importância, quando comparada à realização de milagres.

Quanto ao primeiro ponto podemos escolher como exemplo a autoridade que Deus concedeu a Moisés para realizar milagres diante de Faraó. Todos os prodígios realizados por ele provaram ao povo de Israel que Deus o tinha enviado de fato e também foram essenciais para lançar o terror sobre Faráo, possibilitando, assim, a saída do Egito.

Contudo, no próprio Pentateuco, ficou evidente que a realização de milagres não tinha o poder absoluto de causar um comportamento obediente no povo de Deus. Basta lembramos que, pouco depois da travessia pelo Mar Vermelho, o povo já tinha saudade dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres e das cebolas (Nm. 11:5), despertando a ira de Deus.

Mais à frente, Moisés alertou claramente sobre a insuficiência dos milagres como selo autêntico da verdade:

Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. (Deuteronômio 13:1,2)

Vê-se que Moisés reconheceu a possibilidade de realização de milagres através de homens iníquos. A única pedra de toque da verdade, capaz de aferir origem da mensagem profética, deveria ser a infalível Palavra de Deus.

Paulo ratifica esse pensamento, dizendo: "Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira" (2 Tess 2:9). Enfatiza-se, portanto, a supremacia da Palavra de Deus como padrão da verdade.

A pergunta se faz é a seguinte: será que todos os milagres que se realizam em eventos evangélicos, atualmente, são todos de procedência divina? Ou será que o inimigo já não está trabalhando com sinais de engano dentro da casa de Deus?

É triste constatar que, em muitas igrejas evangélicas, o anúncio da visita de um grande milagreiro é garantia certa de um templo superlotado. Os crentes não percebem que eles têm, em si mesmos, todos os recursos para se aproximar de Deus, por conta própria, e assim ter experiências pessoais, sem o intermédio de qualquer outra pessoa. Eles não entendem que, se quiserem, podem ter uma relação íntima com Deus, mais profunda do que a do suposto milagreiro. Mas são preguiçosos e querem a benção divina já mastigada em suas mãos.

Quanto ao segundo ponto a Bíblia também deixa patente que o desejo de Deus é muito mais que o seu povo cresça na graça e no conhecimento do que se extasie assistindo a espetáculos miraculosos, vivendo em função deles. Não se nega aqui a importância dos milagres. Cada cristão convertido tem uma história de milagres para contar, que contribuíram efetivamente para suas conversões. O cristão maduro, porém, passa a ter ciência de que nada é impossível para Deus e que ele é capaz de realizar prodígios inimagináveis, até fazer sumir e reaparecer o Universo sem que a humanidade perceba. O propósito passa a ser desenvolver a mente de cristã, adquirir aquela espiritualidade que só é possível através de anos de experiências práticas, de oração e de leitura da palavra de Deus.

O próprio Jesus colocava o ensino à frente da realização de milagres:

Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado (Lucas 4:43)

E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades (Mateus 9:35)

Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles. Mt. 11:1

Passava Jesus por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém (Lucas 13:22)

Depois que o Senhor livrava as pessoas de seus males espirituais e físicos, Ele não perdia a oportunidade: ensinava a multidão que se aglomerava ao seu redor. Lembremos do sermão da montanha, das horas em que Jesus pregou em barquinho à beira do mar da Galiléia, dos ensinos nas sinagogas, dos debates com fariseus e saduceus. É mais do que evidente que o Senhor priozava o anúncio do Reino de Deus. Há momentos em que Ele proíbe àqueles que foram curados a revelação do milagre a outras pessoas. Jesus ocultava os seus milagres, mas revelava em alta voz e ao sol do dia toda a verdade de Deus. Isso ele não parava de fazer um só momento. Ele também deixou de realizar milagres quando provocado, pois sabia que milagres não quebram, necessariamente, corações duros.

Paulo, acompanhando o Espírito de Cristo, pronunciou um alerta a Timóteo que tem plena aplicabilidade na Igreja hodierna:

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência" (I Timóteo 4:1,2)

"Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino" (I Timóteo 4:13)

Somente o cristão fundamento na Palavra de Deus será imune aos ventos de doutrina que se multiplicam, exponencialmente, a cada dia. Quanto termina um modismo, surge outro, e assim por diante.

Qualquer cristão conhece inúmeras pessoas que já experimentam o milagre de Deus mas depois se desviaram. E por que se desviaram? Porque não tinham raízes em si mesmas, não viviam o cristianismo em profundidade, através de meditação na Palavra de Deus e da oração. Certamente, muitos que foram curados por Jesus depois foram para o inferno, visto que o milagre realizado não significava acesso garantido ao céu.

Que o milagre seja desejado, afinal de contas, o próprio fato de se viver em novidade de vida é um milagre, mas coloquemos os milagres em seu lugar devido, funcionando como experiências enriquecedoras que nos inspire, acima de tudo, a buscar mais ao Senhor em oração, a ler a Sua Palavra e a viver em santidade. Não como fim, mas como meio.

Cristiano Santana disse...

Escrevi acima, um comentário tão extenso que esqueci de me identificar:

Cristiano Santana
Presbítero da CADESC - Catedral das Assembléias de Deus em Santa Cruz - RJ

http://cristisantana.blogspot.com

Anchieta Campos disse...

Nobre irmão Cristiano Santana, a paz do Senhor.

Ótimo, muito bom mesmo o seu comentário! Um verdadeiro artigo!

Muito me honra sua valiosa visita, com um desprendimento maravilhoso como fora este teu comentário.

Não há o que complementar, mas apenas agradecer por sua preciosa visita e dizer que se sinta sempre bem ao visitar este humilde espaço.

Forte abraço.

Anchieta Campos