Metade do caminho andado para o “centenário” do quadro, e desta feita trago uma frase do memorável e inesquecível pastor batista americano, Martin Luther King Jr. (Atlanta, Geórgia, 15 de janeiro de 1929 — Memphis, Tennessee, 4 de abril de 1968).
“Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo” Martin Luther King Jr.
King foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz (1964). No ano de 1955 recebeu um PhD em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston, o que lhe atribuiu o costumeiro título de “doutor”. O seu maior e mais famoso discurso de todos os tempos, proferido em 28 de agosto de 1963, conhecido por “Eu tenho um sonho”, é verdadeiramente um marco na história civil americana, tendo sido eleito o melhor discurso estadunidense do século XX em uma pesquisa feita em 1999.
Anchieta Campos
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
A Congregação Cristã do Brasil e o uso do véu
Uns dias atrás me deparei com uma cena um tanto quanto curiosa e interessante. Ao trafegar pela via principal de uma cidade vizinha a minha querida Pau dos Ferros, passei de frente a um templo da Congregação Cristã do Brasil (CCB); atento, pude contemplar mais ou menos como estava sendo a reunião. Na verdade estava em busca dos famosos véus, os quais não tinha tido a oportunidade de pessoalmente ver uma crente da CCB os usando. E eles estavam lá! Confesso que fora um tanto emocionante, pois me senti, mesmo que tenha sido por uma fração de tempo ínfima, no oriente médio, vendo algumas muçulmanas!
Brincadeiras a parte, o negócio se reveste de uma considerável seriedade. A CCB teve como fundador o italiano de Udine, Louis Francescon, o qual ainda jovem imigrou para os Estados Unidos, tendo tido por lá o primeiro contato com o evangelho sob a ótica protestante. Posteriormente Francescon viera a fundar, com a colaboração de alguns crentes, a Igreja Presbiteriana Italiana, sendo que, por questão de divergências sobre o batismo por aspersão, o mesmo acabou por se desligar dela algum tempo depois. Em 1907, por ocasião do avivamento pentecostal, Francescon tomou conhecimento do mesmo através do pastor batista Willian H. Durham, um dos pioneiros do movimento pentecostal, sendo Louis batizado no Espírito Santo nesse mesmo ano. Dois anos depois, Louis Francescon e seu companheiro Giacomo, também pioneiro do movimento pentecostal na Itália, chegam a Argentina e, posteriormente, ao Brasil, mais precisamente em 8 de Março de 1910. Iniciaram seus ministérios por São Paulo e no Paraná, tendo seus campos de pregação principalmente entre as colônias dos irmãos patriotas italianos, de onde o movimento se espalhou depois por todo o território nacional brasileiro.
Uma característica marcante (e inegável) da CCB é a sua forte aversão a todas as demais denominações evangélicas. Essa rejeição é mais aguda ainda em relação à Assembléia de Deus. O relacionamento entre os líderes destas denominações históricas do pentecostalismo, no início da década de 20, era bem amistoso e fraterno, conforme atesta registro histórico das memórias de Gunnar Vingren. O porém, como já é de conhecimento de quem tem o mínimo de estudo histórico do movimento evangélico no Brasil, é que com o caminhar do tempo a CCB foi entregue em mãos de uma liderança totalmente leiga, em razão das constantes ausências de Louis em viagens para o exterior. Nestas vacâncias do líder, começou a nascer o clássico orgulho denominacional e extremista da CCB, sendo que, para piorar ainda mais a situação, no ano de 1928 houve um cisma no meio da CCB, fulminando com a metade dela se filiando à Assembléia de Deus; tal divisão teria sido motivada devido aos elementos usados na Santa Ceia, onde Louis queria celebrá-la com vinho fermentado, mas Daniel Berg (co-fundador da Assembléia de Deus, juntamente com Gunnar Vingren), era contrário a tal prática.
Voltando ao tema do véu, a CCB, dando um verdadeiro show de eixegese (e não a velha e boa exegese bíblica), deturpa totalmente as palavras de Paulo em 1 Co 11:2-16, as quais transcrevo a seguir:
“E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no SENHOR. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”.
Pois bem, a CCB simplesmente não atentou para o princípio organizacional contido nestes versículos, na verdade a CCB esqueceu este princípio, que é o ensino cardeal e real desta passagem, mas acabou por se apegar ao relato histórico/cultural da época, notadamente em Corinto. O princípio contido nestes versos é que é o ensino, a doutrina, o que permanece, e ele se encontra brilhantemente compilado no versículo 3 “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”; todo este contexto gira em torno deste mandamento, e a questão do véu inclusa neste tema é meramente secundária e temporal, restrita ao caso específico da igreja em Corinto; tanto é que Paulo não trata do assunto em nenhuma outra de suas cartas. Vejam bem que Paulo trata do assunto do véu não como doutrina, mas como costume “se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”, “Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?”, e “Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume”.
Percebemos que o ensino em relação ao véu repousa sobre a ótica norteadora do decente e indecente, honroso e desonroso, onde o véu seria um sinal público na sociedade de Corinto que a mulher era honrosa, merecendo assim o respeito dos próximos. Em relação ao cabelo, Paulo afirma que a natureza (costume natural) aponta como sendo desonra para o homem ter o cabelo comprido, e honra para a mulher ter o cabelo comprido, afirmando, inclusive, que o cabelo fora posto em lugar (substituição) do véu. O ponto principal aqui repousa na diferenciação entre homem e mulher, sendo o cabelo um fator para tal. Deus repudia toda e qualquer ação no sentido de se assemelhar homem e mulher (Gn 22:5), com o fim primário de se reprimir a filosofia do homossexualismo, bem como de exaltar a sua criação natural.
Oportuno destacar a passagem de Gn 38:14,15, onde Tamar, nora de Judá, usou do véu para se passar por prostituta! Oras, confirma-se, então, que o uso do véu como sinal de honra é meramente temporal e regional, não sendo, portanto, uma doutrina.
Citemos, ainda, a passagem de 1 Pe 3:3, onde o apóstolo claramente afirma que as mulheres cristãs de seu tempo se enfeitavam com frisados no cabelo; oras, se elas se enfeitavam com frisados no cabelo, era porque o cabelo das mesmas era visível, e não encoberto com o véu!
No demais, como já dito, Paulo afirmou que o cabelo fora dado em lugar do véu, cumprindo assim com os objetivos de honra, respeito e submissão relatados no texto base deste artigo, o que, por si só, já desqualifica esta prática da CCB.
Anchieta Campos
Brincadeiras a parte, o negócio se reveste de uma considerável seriedade. A CCB teve como fundador o italiano de Udine, Louis Francescon, o qual ainda jovem imigrou para os Estados Unidos, tendo tido por lá o primeiro contato com o evangelho sob a ótica protestante. Posteriormente Francescon viera a fundar, com a colaboração de alguns crentes, a Igreja Presbiteriana Italiana, sendo que, por questão de divergências sobre o batismo por aspersão, o mesmo acabou por se desligar dela algum tempo depois. Em 1907, por ocasião do avivamento pentecostal, Francescon tomou conhecimento do mesmo através do pastor batista Willian H. Durham, um dos pioneiros do movimento pentecostal, sendo Louis batizado no Espírito Santo nesse mesmo ano. Dois anos depois, Louis Francescon e seu companheiro Giacomo, também pioneiro do movimento pentecostal na Itália, chegam a Argentina e, posteriormente, ao Brasil, mais precisamente em 8 de Março de 1910. Iniciaram seus ministérios por São Paulo e no Paraná, tendo seus campos de pregação principalmente entre as colônias dos irmãos patriotas italianos, de onde o movimento se espalhou depois por todo o território nacional brasileiro.
Uma característica marcante (e inegável) da CCB é a sua forte aversão a todas as demais denominações evangélicas. Essa rejeição é mais aguda ainda em relação à Assembléia de Deus. O relacionamento entre os líderes destas denominações históricas do pentecostalismo, no início da década de 20, era bem amistoso e fraterno, conforme atesta registro histórico das memórias de Gunnar Vingren. O porém, como já é de conhecimento de quem tem o mínimo de estudo histórico do movimento evangélico no Brasil, é que com o caminhar do tempo a CCB foi entregue em mãos de uma liderança totalmente leiga, em razão das constantes ausências de Louis em viagens para o exterior. Nestas vacâncias do líder, começou a nascer o clássico orgulho denominacional e extremista da CCB, sendo que, para piorar ainda mais a situação, no ano de 1928 houve um cisma no meio da CCB, fulminando com a metade dela se filiando à Assembléia de Deus; tal divisão teria sido motivada devido aos elementos usados na Santa Ceia, onde Louis queria celebrá-la com vinho fermentado, mas Daniel Berg (co-fundador da Assembléia de Deus, juntamente com Gunnar Vingren), era contrário a tal prática.
Voltando ao tema do véu, a CCB, dando um verdadeiro show de eixegese (e não a velha e boa exegese bíblica), deturpa totalmente as palavras de Paulo em 1 Co 11:2-16, as quais transcrevo a seguir:
“E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no SENHOR. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”.
Pois bem, a CCB simplesmente não atentou para o princípio organizacional contido nestes versículos, na verdade a CCB esqueceu este princípio, que é o ensino cardeal e real desta passagem, mas acabou por se apegar ao relato histórico/cultural da época, notadamente em Corinto. O princípio contido nestes versos é que é o ensino, a doutrina, o que permanece, e ele se encontra brilhantemente compilado no versículo 3 “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”; todo este contexto gira em torno deste mandamento, e a questão do véu inclusa neste tema é meramente secundária e temporal, restrita ao caso específico da igreja em Corinto; tanto é que Paulo não trata do assunto em nenhuma outra de suas cartas. Vejam bem que Paulo trata do assunto do véu não como doutrina, mas como costume “se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”, “Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?”, e “Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume”.
Percebemos que o ensino em relação ao véu repousa sobre a ótica norteadora do decente e indecente, honroso e desonroso, onde o véu seria um sinal público na sociedade de Corinto que a mulher era honrosa, merecendo assim o respeito dos próximos. Em relação ao cabelo, Paulo afirma que a natureza (costume natural) aponta como sendo desonra para o homem ter o cabelo comprido, e honra para a mulher ter o cabelo comprido, afirmando, inclusive, que o cabelo fora posto em lugar (substituição) do véu. O ponto principal aqui repousa na diferenciação entre homem e mulher, sendo o cabelo um fator para tal. Deus repudia toda e qualquer ação no sentido de se assemelhar homem e mulher (Gn 22:5), com o fim primário de se reprimir a filosofia do homossexualismo, bem como de exaltar a sua criação natural.
Oportuno destacar a passagem de Gn 38:14,15, onde Tamar, nora de Judá, usou do véu para se passar por prostituta! Oras, confirma-se, então, que o uso do véu como sinal de honra é meramente temporal e regional, não sendo, portanto, uma doutrina.
Citemos, ainda, a passagem de 1 Pe 3:3, onde o apóstolo claramente afirma que as mulheres cristãs de seu tempo se enfeitavam com frisados no cabelo; oras, se elas se enfeitavam com frisados no cabelo, era porque o cabelo das mesmas era visível, e não encoberto com o véu!
No demais, como já dito, Paulo afirmou que o cabelo fora dado em lugar do véu, cumprindo assim com os objetivos de honra, respeito e submissão relatados no texto base deste artigo, o que, por si só, já desqualifica esta prática da CCB.
Anchieta Campos
segunda-feira, 9 de março de 2009
Frase quase divina – 49
Selecionei uma frase do bispo americano da Igreja Anglicana, Phillips Brooks.
“Mau será o dia do homem quando ele se tornar absolutamente satisfeito com a vida que está levando, quando não estiver mais eternamente batendo nas portas de sua alma um enorme desejo de fazer algo maior” Brooks.
Anchieta Campos
“Mau será o dia do homem quando ele se tornar absolutamente satisfeito com a vida que está levando, quando não estiver mais eternamente batendo nas portas de sua alma um enorme desejo de fazer algo maior” Brooks.
Anchieta Campos
domingo, 8 de março de 2009
Uma cultura preponderantemente musical
É bem provável que o conteúdo deste artigo possa vim a magoar algum irmão ou irmã, talvez até conhecidos pessoais, mas, como tudo que posto neste blog, o fim maior é honrar a Palavra de Deus e seus ensinos, anunciando-la de forma pura e verdadeira.
Pois bem, sem mais delongas, gostaria de dizer que um dos grandes males da igreja evangélica atual é, sem sobra de dúvidas, uma cultura evangélica onde a primazia é, preponderantemente, principalmente entre os mais jovens, concedida a música. Isso mesmo! A música está, com folgas, tendo o papel central do culto e da vida cristãs. Não estou aqui, de modo nenhum, censurando a importância dos hinos de louvor em nossas igrejas e cultos, até porque eles fazem parte da liturgia neo-testamentária para a Igreja (Mt 26:30; Mc 14:26; 1 Co 14:26; Hb 2:12), bem como para a nossa vida extra-eclésia (At 16:26; Tg 5:13), claro que se respeitando os princípios e modelos bíblicos contidos (entre outras referências) em 1 Co 14:26; Ef 5:19; Cl 3:16 e Ap 15:3. O que quero alertar neste sucinto artigo é o fato de que a Palavra de Deus, e sua exposição pura e imparcial, devem ter, sempre, a nossa atenção e dedicação maior, tanto em nossas reuniões eclesiásticas para se adorar a Deus, bem como em nosso dia-a-dia.
Como já disse em outra oportunidade neste blog, a Bíblia é a Palavra de Deus escrita aos homens, infalível, inerrante, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo do Senhor, conforme 2 Pe 1:21 “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” e 2 Tm 3:16 “Toda a Escritura é inspirada por Deus...”. A Bíblia é a verdade (cf. Jo 17:17); é ela que nos dá o conhecimento da vida eterna (cf. Jo 5:39 e 2 Tm 3:15); ela nos impede de pecarmos contra Deus (cf. Sl 119:11); ela é viva (cf. Hb 4:12); ela nos dá ensino, paciência, consolação e esperança (cf. Rm 15:4 e Cl 1:5); ela é o meio principal da nossa santificação e purificação (cf. Ef 5:26), e por meio dela é que somos reconhecidos como cristãos e perseguidos (cf. Mt 13:20,21 e Ap 1:2,9; 6:9; 20:4), além de inúmeros outros atributos inerentes a Bíblia Sagrada. Os hinos de louvor, por mais que tenham sido escritos por pessoas com uma vida piedosa e cientes da verdadeira doutrina cristã, jamais poderão ser considerados do mesmo nível de inspiração e poder das Sagradas Escrituras. Como bem disse Paulo em Rm 10:17: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”; logo, para que um hino de louvor a Deus possa surtir efeitos similares aos da Palavra, o mesmo deverá ser estritamente fiel para com a mesma.
E o que temos visto em nossos dias e em nossas igrejas? Pouco ou quase nada se dedica para a exposição da Palavra de Deus. Louvores e mais louvores, canta-se muito, prega-se e expõe-se pouco a Palavra. E para piorar a situação, do muito que se canta pouco se aproveita, e do pouco que se prega pouco também se aproveita. São raros os hinos/cânticos verdadeiramente bíblicos e espirituais, conforme acima já referenciado; e, salvo raras exceções, está cada vez mais difícil contemplarmos pregações verdadeiramente bíblicas e expositoras, sem misturas e conveniências humanas. Destaco e repito que exceções existem, tanto no louvor, quanto na Palavra.
E não ficam apenas em nossas igrejas os testemunhos desta triste realidade. Andamos em uma “livraria” evangélica e o que mais encontramos? Isso mesmo! DVDs e CDs de cantores individuais ou grupos de louvor. Livros? Ah! São a esmagadora minoria do acervo! Você acha o lançamento do último mega-hiper-ultra show de aniversário da banda gospel que diz ter a voz da verdade, mas não acha um lançamento de um livro teológico de sua editora preferida. Aliás, como já dito, pouco de literatura cristã se pode achar! Aliás, destaque-se que não é raro encontrarmos livros de editora espírita e de escritores nada ortodoxos nas prateleiras de livrarias “evangélicas”. E de quem é a culpa? Com certeza não é dos donos das referidas livrarias; na verdade a parte de culpa deles seja talvez a menor de todos os envolvidos. Estes irmãos/empresários, quer queiram ou não, se encontram presos a este sistema imposto por nossa pobre cultura evangélica. Eles são os responsáveis por suas famílias, precisam vender para sustentar os seus.
Congressos? Chegue hoje para um jovem (não que seja só este grupo etário, mas com certeza é o mais influenciado) e diga que vai haver um congresso em tal cidade, e a primeira coisa que ele irá perguntar é quem irá estar cantando por lá. Pregação da palavra? Que é isso, fica-se em segundo plano!
Lembremos por fim que o ministério do louvor não terá fim (Sl 145:2,21), por ocasião da nossa eterna morada no céu de glória, onde não haverá mais a necessidade de se pregar, ensinar e exortar, o que é mais um motivo para nesta vida priorizarmos o ministério da Palavra.
Repito para encerrar: não sou contra a música, muito pelo contrário! Sou um grande admirador da boa música e de bons músicos, principalmente das boas músicas cristãs, e dos bons músicos cristãos, ou seja, que honram a Palavra de Deus, louvando a Deus com letras e melodias que estão de acordo com os princípios bíblicos, e, que, conseqüentemente, estão por agradar a Deus. Sou contra os desvios acima explanados, pois os mesmos acabam por desvirtuar o real sentido do tão belo e essencial ministério do louvor.
Não escrevi para colocar fogo no circo, longe disto! Escrevi como um desabafo, e como causa maior e mais nobre, para defender mais uma vez a Palavra de Deus e seus belos e puros ensinos.
Ver meu artigo A verdadeira adoração.
Com amor,
Anchieta Campos
Pois bem, sem mais delongas, gostaria de dizer que um dos grandes males da igreja evangélica atual é, sem sobra de dúvidas, uma cultura evangélica onde a primazia é, preponderantemente, principalmente entre os mais jovens, concedida a música. Isso mesmo! A música está, com folgas, tendo o papel central do culto e da vida cristãs. Não estou aqui, de modo nenhum, censurando a importância dos hinos de louvor em nossas igrejas e cultos, até porque eles fazem parte da liturgia neo-testamentária para a Igreja (Mt 26:30; Mc 14:26; 1 Co 14:26; Hb 2:12), bem como para a nossa vida extra-eclésia (At 16:26; Tg 5:13), claro que se respeitando os princípios e modelos bíblicos contidos (entre outras referências) em 1 Co 14:26; Ef 5:19; Cl 3:16 e Ap 15:3. O que quero alertar neste sucinto artigo é o fato de que a Palavra de Deus, e sua exposição pura e imparcial, devem ter, sempre, a nossa atenção e dedicação maior, tanto em nossas reuniões eclesiásticas para se adorar a Deus, bem como em nosso dia-a-dia.
Como já disse em outra oportunidade neste blog, a Bíblia é a Palavra de Deus escrita aos homens, infalível, inerrante, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo do Senhor, conforme 2 Pe 1:21 “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” e 2 Tm 3:16 “Toda a Escritura é inspirada por Deus...”. A Bíblia é a verdade (cf. Jo 17:17); é ela que nos dá o conhecimento da vida eterna (cf. Jo 5:39 e 2 Tm 3:15); ela nos impede de pecarmos contra Deus (cf. Sl 119:11); ela é viva (cf. Hb 4:12); ela nos dá ensino, paciência, consolação e esperança (cf. Rm 15:4 e Cl 1:5); ela é o meio principal da nossa santificação e purificação (cf. Ef 5:26), e por meio dela é que somos reconhecidos como cristãos e perseguidos (cf. Mt 13:20,21 e Ap 1:2,9; 6:9; 20:4), além de inúmeros outros atributos inerentes a Bíblia Sagrada. Os hinos de louvor, por mais que tenham sido escritos por pessoas com uma vida piedosa e cientes da verdadeira doutrina cristã, jamais poderão ser considerados do mesmo nível de inspiração e poder das Sagradas Escrituras. Como bem disse Paulo em Rm 10:17: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”; logo, para que um hino de louvor a Deus possa surtir efeitos similares aos da Palavra, o mesmo deverá ser estritamente fiel para com a mesma.
E o que temos visto em nossos dias e em nossas igrejas? Pouco ou quase nada se dedica para a exposição da Palavra de Deus. Louvores e mais louvores, canta-se muito, prega-se e expõe-se pouco a Palavra. E para piorar a situação, do muito que se canta pouco se aproveita, e do pouco que se prega pouco também se aproveita. São raros os hinos/cânticos verdadeiramente bíblicos e espirituais, conforme acima já referenciado; e, salvo raras exceções, está cada vez mais difícil contemplarmos pregações verdadeiramente bíblicas e expositoras, sem misturas e conveniências humanas. Destaco e repito que exceções existem, tanto no louvor, quanto na Palavra.
E não ficam apenas em nossas igrejas os testemunhos desta triste realidade. Andamos em uma “livraria” evangélica e o que mais encontramos? Isso mesmo! DVDs e CDs de cantores individuais ou grupos de louvor. Livros? Ah! São a esmagadora minoria do acervo! Você acha o lançamento do último mega-hiper-ultra show de aniversário da banda gospel que diz ter a voz da verdade, mas não acha um lançamento de um livro teológico de sua editora preferida. Aliás, como já dito, pouco de literatura cristã se pode achar! Aliás, destaque-se que não é raro encontrarmos livros de editora espírita e de escritores nada ortodoxos nas prateleiras de livrarias “evangélicas”. E de quem é a culpa? Com certeza não é dos donos das referidas livrarias; na verdade a parte de culpa deles seja talvez a menor de todos os envolvidos. Estes irmãos/empresários, quer queiram ou não, se encontram presos a este sistema imposto por nossa pobre cultura evangélica. Eles são os responsáveis por suas famílias, precisam vender para sustentar os seus.
Congressos? Chegue hoje para um jovem (não que seja só este grupo etário, mas com certeza é o mais influenciado) e diga que vai haver um congresso em tal cidade, e a primeira coisa que ele irá perguntar é quem irá estar cantando por lá. Pregação da palavra? Que é isso, fica-se em segundo plano!
Lembremos por fim que o ministério do louvor não terá fim (Sl 145:2,21), por ocasião da nossa eterna morada no céu de glória, onde não haverá mais a necessidade de se pregar, ensinar e exortar, o que é mais um motivo para nesta vida priorizarmos o ministério da Palavra.
Repito para encerrar: não sou contra a música, muito pelo contrário! Sou um grande admirador da boa música e de bons músicos, principalmente das boas músicas cristãs, e dos bons músicos cristãos, ou seja, que honram a Palavra de Deus, louvando a Deus com letras e melodias que estão de acordo com os princípios bíblicos, e, que, conseqüentemente, estão por agradar a Deus. Sou contra os desvios acima explanados, pois os mesmos acabam por desvirtuar o real sentido do tão belo e essencial ministério do louvor.
Não escrevi para colocar fogo no circo, longe disto! Escrevi como um desabafo, e como causa maior e mais nobre, para defender mais uma vez a Palavra de Deus e seus belos e puros ensinos.
Ver meu artigo A verdadeira adoração.
Com amor,
Anchieta Campos
O internauta participa 03 – Artigo de Fernando Camboim
Na terceira edição deste raro quadro (quero torná-lo mais freqüente), publico mais uma vez um artigo do meu amigo e irmão em Cristo, Fernando Camboim Filho.
Eis o artigo:
Contradição
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar as vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim. Mateus 19: 7 e 8.
É normal encontrar pessoas que são totalmente materialistas e geralmente não acreditam em Deus ou mesmo tem Deus muito distante, e isto é característico do prórpio materialismo. A Grande contradição é quando encontramos materialismo com Deus, daí podemos ver na cultura Judaico-Islã, onde a espiritualidade religiosa advém pela atribuição dos prórpios sentimentos humanos a Deus, que seus atos materialistas estão relacionados com a religião para uma auto-justificação e julgamento próprio, fazendo assim acontecer A GRANDE CONTRADIÇÃO.
Devido a dureza de coração, Deus teve que barganhar com Israel ao longo do Êxodo todo o enrequecimento e oferta material como atrativo para um propósito maior até chegar a Jesus Cristo. Como a terra que mana leite e mel e outras ofertas que hoje sabemos, se trata da Nova Jerusalém Espiritual que está adornada nos céus. E essa nova proposta ficaria fora de foco numa época em que o homem não tinha coração suficiente para ouvir isso. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Daí temos um grande problema de CONTRADIÇÃO, o materialismo relacionado com Deus, que é a cara dos Judeus e dos Palestinos que em nome de Alá, chega até ao suicídio como sacrifício religioso. Todos os atos atribuídos dos prórpios sentimentos humanos e nada de espiritual.
Encontramos no Cristianismo também o reflexo em pessoas que muitas das vezes acham que pelo fato de estar limpando os altares e varrendo as dependências religiosas têm o mérito de suas ações como troca da Salvação. Esse exemplo serve para outras coisas também, mas sempre vemos uma ação material em troca de algum benefício espiritual. Na verdade, não escolhemos Deus, antes somos aceitos por ele e reagimos segundo o Espirito Santo em nossos corações. Mas às vezes pensamos que o princípio das nossas ações é que estabelece a autoria do nosso destino espiritual, até na questão da salvação pela fé. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque, tudo quanto ouvi de meu Pai, vos tenho feito conhecer.Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que, tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, ele vo-lo conceda.
Fernando Camboim Filho
Edições anteriores:
O internauta participa – Artigo de Fernando Camboim
O internauta participa 02 – Artigo do Pb. Jefferson Silva
Obs.: Os artigos de outra autoria publicados neste blog não refletem, necessariamente, uma concordância plenária com os mesmos, e são de inteira responsabilidade dos respectivos autores.
Anchieta Campos
Eis o artigo:
Contradição
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar as vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim. Mateus 19: 7 e 8.
É normal encontrar pessoas que são totalmente materialistas e geralmente não acreditam em Deus ou mesmo tem Deus muito distante, e isto é característico do prórpio materialismo. A Grande contradição é quando encontramos materialismo com Deus, daí podemos ver na cultura Judaico-Islã, onde a espiritualidade religiosa advém pela atribuição dos prórpios sentimentos humanos a Deus, que seus atos materialistas estão relacionados com a religião para uma auto-justificação e julgamento próprio, fazendo assim acontecer A GRANDE CONTRADIÇÃO.
Devido a dureza de coração, Deus teve que barganhar com Israel ao longo do Êxodo todo o enrequecimento e oferta material como atrativo para um propósito maior até chegar a Jesus Cristo. Como a terra que mana leite e mel e outras ofertas que hoje sabemos, se trata da Nova Jerusalém Espiritual que está adornada nos céus. E essa nova proposta ficaria fora de foco numa época em que o homem não tinha coração suficiente para ouvir isso. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Daí temos um grande problema de CONTRADIÇÃO, o materialismo relacionado com Deus, que é a cara dos Judeus e dos Palestinos que em nome de Alá, chega até ao suicídio como sacrifício religioso. Todos os atos atribuídos dos prórpios sentimentos humanos e nada de espiritual.
Encontramos no Cristianismo também o reflexo em pessoas que muitas das vezes acham que pelo fato de estar limpando os altares e varrendo as dependências religiosas têm o mérito de suas ações como troca da Salvação. Esse exemplo serve para outras coisas também, mas sempre vemos uma ação material em troca de algum benefício espiritual. Na verdade, não escolhemos Deus, antes somos aceitos por ele e reagimos segundo o Espirito Santo em nossos corações. Mas às vezes pensamos que o princípio das nossas ações é que estabelece a autoria do nosso destino espiritual, até na questão da salvação pela fé. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque, tudo quanto ouvi de meu Pai, vos tenho feito conhecer.Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que, tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, ele vo-lo conceda.
Fernando Camboim Filho
Edições anteriores:
O internauta participa – Artigo de Fernando Camboim
O internauta participa 02 – Artigo do Pb. Jefferson Silva
Obs.: Os artigos de outra autoria publicados neste blog não refletem, necessariamente, uma concordância plenária com os mesmos, e são de inteira responsabilidade dos respectivos autores.
Anchieta Campos
quarta-feira, 4 de março de 2009
Selo “Friends”
O nosso humilde blog fora agraciado, mais uma vez, por um selo virtual da blogosfera. Recebi a nobre indicação do “Selo Friends” da ilustre irmã em Cristo, R. Reis, da cidade de Goiânia-GO, editora do blog “Ao Redor da Jabuticabeira”.
Como é do meu costume, bem como creio que seja do conhecimento dos meus fiéis e ilustres leitores, gosto de indicar toda a minha lista de blogs favoritos, e é o que faço neste momento. Indico todos os blogs que compõem a lista de favoritos do meu blog, a qual se encontra na lateral direita deste, sob o título de “Páginas úteis na Internet”.
Que a graça do nosso Deus seja sempre presente na vida e ministério de todos os blogueiros evangélicos, tanto os do nosso Brasil, quanto os espalhados pelo mundo. Amém.
Anchieta Campos
Como é do meu costume, bem como creio que seja do conhecimento dos meus fiéis e ilustres leitores, gosto de indicar toda a minha lista de blogs favoritos, e é o que faço neste momento. Indico todos os blogs que compõem a lista de favoritos do meu blog, a qual se encontra na lateral direita deste, sob o título de “Páginas úteis na Internet”.
Que a graça do nosso Deus seja sempre presente na vida e ministério de todos os blogueiros evangélicos, tanto os do nosso Brasil, quanto os espalhados pelo mundo. Amém.
Anchieta Campos
domingo, 1 de março de 2009
Frase quase divina – 48
Depois de um período sem o nosso quadro dominical, o mesmo retorna com mais uma frase do célebre Albert Einstein.
“Ninguém pode negar o fato de que Jesus existiu, nem que seus ensinamentos sejam belos. Ainda que alguns deles tenham sido proferidos antes, ninguém os expressou tão divinamente” Albert Einstein.
Anchieta Campos
“Ninguém pode negar o fato de que Jesus existiu, nem que seus ensinamentos sejam belos. Ainda que alguns deles tenham sido proferidos antes, ninguém os expressou tão divinamente” Albert Einstein.
Anchieta Campos
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