domingo, 21 de outubro de 2007

Maria é a Mãe de Deus?

A Igreja Católica Apostólica Romana é reconhecidamente uma denominação cristã apóstata. São muitos os desvios doutrinários, tantos que chega a ser uma tarefa trabalhosa catalogar todas as heresias apregoadas pela Igreja Romana.

Vale-se ressaltar que nós, os protestantes, como conhecedores das Sagradas Escrituras e dos ensinos de Cristo, através da Divina obra do Espírito Santo em nossos corações e mente, não somos, em hipótese alguma, inimigos dos católicos e nem muito menos os odiamos ou os amaldiçoamos. Com certeza todo cristão evangélico tem em seu rol de amigos pessoas que professam a fé romanista, até mesmo em virtude dos mesmos ainda serem maioria em nosso país colonizado por portugueses. Na verdade nós amamos os católicos, amamos a todos, pois é a vontade de Deus que nenhuma alma se perca e que todos venham a ter o conhecimento da verdade e, conseqüentemente, se arrepender (cf. 1 Tm 2:4 e 2 Pe 3:9).

Agora como bem gosta de dizer o abençoado Pr. Silas Malafaia da Assembléia de Deus na Penha/RJ, ‘quem ama diz a verdade, mesmo que essa verdade venha a machucar’. E não é nada mais do que isso que nós evangélicos fazemos. Por amar os amigos romanistas, por cumprir a missão bíblica de anunciarmos e batalharmos pela verdade (cf. Mc 16:15; Rm 10:14,15; 1 Pe 2:9 e Jd 1:3), por essas razões que sempre quando vemos possibilidade alertamos aos nossos caros amigos romanistas dos desvios doutrinários da religião que seguem, e conseqüentemente do perigo que correm ao fazerem parte da mesma. Não somos contrários aos católicos, somos unicamente contra os ensinos que emanam do Vaticano.

Dentre as inúmeras blasfêmias contra a Sã Doutrina Bíblica que o Estado do Vaticano prega, me deterei neste curto artigo sobre o título que eles deram a tão grande e mui honrada mãe física de Jesus, o título de “Mãe de Deus”. Posteriormente, se Deus assim o permitir, estarei trazendo a público análises de outros pontos da doutrina romanista.

Primeiramente, vale-se destacar que a Bíblia nunca chama Maria de “Mãe de Deus”, mas sempre a chama de Mãe de Jesus (cf. Jo 2:1,3 e At 1:14), é aí que entra o falso silogismo de que se Jesus é Deus, e de que Maria é sua mãe, logo Maria é mãe de Deus; mas nem todo silogismo é verdadeiro, vejamos: Jesus era homem, todo homem pecou, logo Jesus também pecou, e isso nem mesmo os católicos romanos se atrevem a dizer que seja uma verdade. Esse título “Mãe de Deus” nasceu numa confusão teológica no Concílio de Éfeso, ano 431, ou seja, 3 séculos após a morte do último apóstolo, tratando-se de pura invenção humana e sem base bíblica.

Outro ponto a se analisar é de que Deus é eterno, como afirma a Bíblia em inúmeras passagens, por ex. Gn 21:33, ou seja, Deus sempre existiu, não tem início nem fim (Ap 22:13), logo Deus não tem antecessor, não tem mãe. Fora dEle não há outro, fora dEle ninguém existiu ou existe, antes dEle ninguém existiu (‘Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus’ Is 44:6).

Deus foi quem criou todas as coisas, Ele é o princípio de tudo. O relato de Gênesis mostra Deus antes de todas as coisas, criando tudo a partir do nada, inclusive, obviamente, o primeiro homem e a primeira mulher, vindo Maria passar a existir (a nascer) milhares de anos depois. Dizer que Deus teve uma mãe é a mesma coisa que colocá-Lo abaixo do homem, sendo não o Criador, mas criatura, e isso é um absurdo teológico! Uma verdadeira piada! Outra conseqüência seria afirmar que Maria era uma “deusa”, eterna, pois só assim para se conceber (isso com um esforço muito grande) a idéia de que Maria era a mãe de Deus; desse modo o cristianismo deixaria de ser uma religião monoteísta e passaria a ser politeísta! Outro absurdo e incoerência bíblica! “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Apocalipse 4:11.

Maria era a mãe física de Jesus, pois o mesmo, como Deus, fora concebido pelo Espírito Santo (Mateus 1:18,20). Jesus é a Segunda Pessoa da Divina Trindade, ou seja, Jesus sempre foi Deus com o Pai e o Espírito Santo, Ele sempre existiu, conforme diz Colossenses 1:16: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele”.

Maria fora a mulher de bem-aventurança escolhida por Deus Pai para receber seu Filho Jesus no mundo. Deus não iria colocar seu Filho do nada no mundo, diretamente nos braços de uma mulher. Além do que o seu nascimento de uma virgem fora para que se cumprisse as profecias do AT, que diziam que o Messias nasceria de uma virgem, conforme Is 7:14. Era necessário que Jesus tomasse a forma de homem para realizar um único sacrifício, poderoso e eficaz, com efeitos de uma eterna redenção para com a humanidade pecadora (cf. Hb 9:12,12 e 10:4). Somente um sangue de homem puro e sem pecado seria suficiente para limpar os pecados de toda a humanidade, daí a necessidade de Jesus ter-se feito homem.

Para maiores detalhes da Divindade de Jesus consultar meu post “Em defesa da Doutrina Bíblica da Trindade – Parte 01”.

Que o Senhor Deus possa abençoar e iluminar a todos os católicos romanistas!

Anchieta Campos

Um comentário:

Sabina disse...

Muita coerência e sabedoria.