domingo, 11 de maio de 2008

E a profecia falhou

Recentemente me lembrei de um fato importante que tomei ciência ano passado com as minhas leituras e inquirições pela internet; trata-se da famosa profecia (profetada seria um termo melhor) da “pastora”, “apóstola”, ou como queiram falar, Valnice Milhomens, do Ministério Palavra da Fé, uma defensora da teologia da prosperidade e do G12. Como a Bíblia nos afirma que um abismo chama a outro (Sl 42:7), a referida “líder” profetizou que Jesus voltaria em um sábado de 2007; evidentemente que essa aberração teológica não se cumpriu.

A referida “pastora” foi frontalmente contra os ensinos de Mt 24:36, Mc 13:32 e At 1:6-7, que nos mostram de um modo claro que ninguém, absolutamente nenhum homem, sabe a data da volta de Cristo. Oras, se soubéssemos a tão importante data, não faria sentido as palavras do próprio Jesus em Mt 25:13 que diz: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”.

Mas esta mania de marcar a volta de Jesus não é novidade, que o digam as Testemunhas de Jeová e os Adventistas. O fundador e pai do jeovismo, Charles T. Russell, marcou a data da volta de Cristo duas vezes, para 1914 e depois para 1915, obviamente, todas sem sucesso; para não ficar atrás de seu mestre, Joseph Franklin Rutherford continuou soltando ‘profecias’ sobre a data da volta de Cristo, remarcando as datas quatro vezes, para 1918, 1920, 1925 e 1942. Para completar as barbeiragens proféticas, o sucessor de Joseph F. Rutherford, Nathan H. Knorr, ainda teve o atrevimento de anunciar uma nova data, desta vez para o ano de 1975.

E o que falar dos adventistas? Eles não ficam atrás dos TJs quando o quesito é marcar datas para as voltas de Jesus. Basta apenas nos lembrarmos do fundador do movimento adventista, William Miller (1782-1849), que marcou a volta de Jesus para o ano de 1843. Com a falha da primeira “profecia”, Miller, alegando algumas falhas em seu primeiro cálculo escatológico, disse que a verdadeira data da volta de Jesus seria em 22 de outubro de 1844. Diante de tal fracasso, muitos que haviam abandonado suas igrejas para seguir a Miller retornaram para seu seio protestante, inclusive o próprio Miller, que admitiu ter se equivocado e voltou para a Igreja Batista. Mas tiveram alguns que não se conformaram com as decepções de 1843 e 1844, permanecendo com a idéia adventista em mente; é aí que surge a figura da tão conhecida Ellen Gould White (White de James White, um jovem pregador adventista, com quem se casou), que viria a dar seguimento as teorias e doutrinas de Miller. Infelizmente os White morreram e não viram a tão iminente volta de Cristo, que eles criam piamente que se daria na sua geração.

Por fim, como bem nos afirma a Palavra de Deus em Dt 18:20-22, não devemos dar crédito, nem muito menos temer a falsos profetas, decorrendo disso que não devemos também temer seus seguidores que compactuam com tais desvarios bíblicos.

Anchieta Campos

2 comentários:

Juber Donizete Gonçalves disse...

Caro Anchieta,

Realmente esse negócio de profetada é coisa séria. Recentemente publiquei no meu blog uma matéria sobre o tema "Profetizando às Nações", em que trato do assunto. Se você puder dar uma olhada. Parabéns pelo blog.

Pr. Juber Donizete Gonçalves
www.juberdonizete.blogspot.com/

Anchieta Campos disse...

Caro irmão Juber Donizete, a paz do Senhor.

Obrigado pela sua importante participação em meu blog.

O seu blog já está aberto e com certeza estarei lendo o mesmo e o referido artigo citado pelo irmão.

Abraços fraternos.

Anchieta Campos