“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias” Gl 5:19,20.
Como já defini em outro artigo neste blog, a palavra grega para heresia é hairesis, que significa “escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola, etc.”, mas que com o passar do tempo adquiriu um sentido pejorativo, ainda no Novo Testamento (1 Co 11:19; Gl 5:20; 1 Pe 1:1-2), passando a expressar a idéia de “introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus”.
As heresias representam um dos principais males que atingem a igreja evangélica atual. O meio protestante, que se iniciou justamente através da luta contra os ensinos sem respaldo bíblico, hoje se vê afogado nos mais diversos modismos e heresias destes tempos trabalhosos, onde são muitas as denominações que fogem dos princípios bíblicos, e poucas, que mesmo com suas falhas, ainda mantém um considerável respeito à ortodoxia bíblica. Do mesmo modo são muitos os super-pregadores e ídolos do mundo gospel-music que propagam heresias e mais heresias, que na sua grande maioria passam despercebidas pela grande massa evangélica.
Trata-se, com efeito, de um erro não simples e tolerável, mas, como bem frisou o apóstolo Paulo, de uma das infelizes e destruidoras obras da carne, a qual jamais poderá ser esquecida e tolerada por aqueles que verdadeiramente amam a Palavra de Deus.
Mas, como surgem as heresias? Quais os motivos que as fazem nascer? O que se passa na cabeça de uma pessoa que adere e ensina uma heresia? Como sempre, a Bíblia com a resposta.
Interesses pessoais
“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples” Rm 16:17,18.
Há um paralelo cristão bem conhecido: o homem com seus prazeres e interesses desta vida (dinheiro, poder, status, prazeres da carne, etc.), e o homem com Jesus e fitado na salvação eterna da alma. Não há como estar nos dois pólos. Ou se é um homem carnal/secular, ou um homem espiritual. E um dos motivos para que as heresias surjam é exatamente este. Como bem disse Paulo, existem homens que por interesses pessoais e terrenos (“ao seu ventre”) acabam enganando seus próximos e deturpando a doutrina bíblica, servindo aos seus próprios interesses escusos.
Os tais não servem a Cristo, não são espirituais, mas servem a si mesmos, aos seus interesses materiais e ilícitos, mesmo que para isso tenham que promover escândalos contra a doutrina bíblica (i.e., disseminar ensinos contrários a ortodoxia reconhecida pela comunidade verdadeiramente cristã). Tal rebelião contra a sã doutrina é, por sua natureza e definição bíblica, voluntária e consciente, a qual vem contrariar na prática os ensinos de termos um cuidado verdadeiro uns para com os outros, principalmente para com os mais necessitados (cf. Rm 15:26,27; 1 Co 12:25,26 e Gl 2:10), e de não fraudar a Palavra e os símplices por causa de interesses pessoais.
Ganância/Avareza
“Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância” Tt 1:11 (cf. 1 Pe 5:2).
“E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” 2 Pe 2:1-3 (cf. Lc 12:15; 1 Ts 2:5; Hb 13:5).
Ganância, segundo a Wikipédia, “é um sentimento humano negativo que se caracteriza pela vontade de possuir somente para si próprio tudo o que existe. É um egoísmo excessivo direcionado principalmente à riqueza material, nos dias de hoje pelo dinheiro. Contudo é associada também a outras formas de poder, tal qual influencia às pessoas de tal maneira que seus praticantes chegam ao cúmulo de corromper terceiros e se deixar corromper, manipular e enganar chegando ao extremo de tirar a vida de seus desafetos”.
A avareza, do grego pleonexia, significa a sede de se possuir mais. Essa palavra grega também é costumeiramente traduzida por ganância.
Esse sentimento nada cristão, representado por estas duas palavras, é mais um dos motivos que levam ao surgimento de falsos ensinos, e que também foi desqualificado e censurado pelo apóstolo Paulo (cf. 1 Tm 6:7-10). Na verdade é um sentimento que é englobado pelo grupo/gênero dos interesses pessoais.
É realmente comum vermos nas igrejas da atualidade pregadores e líderes que deturpam a simplicidade e pureza da Palavra, onde, movidos pela mais definida avareza/ganância, realizam sermões em que defendem suas comodidades e interesses pessoais, mesmo que para isso venham a blasfemar o caminho da verdade (deturpar a Palavra, i.e., propagar heresias) e fazer negócio pessoal através dos membros.
O pior é que, como bem a Palavra já predisse, uma grande porção dos que se dizem cristãos estão seguindo tais falsos profetas, dando crédito as suas heresias, rejeitando assim a Palavra de Deus.
Tal rebelião é também, por sua natureza e definição bíblica, voluntária e consciente, a qual também vem a contrariar os ensinos anteriormente elencados.
Falta de maturidade doutrinária
“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” Ef 4:14 (cf. At 17:11; Ap 2:2).
Notadamente um cristão que tem um conhecimento teológico mais apurado, e assim uma conseqüente estabilidade doutrinária, estará mais protegido de todo vento de doutrina que possa surgir através dos homens astutos que espalham o engodo. Uma igreja madura doutrinariamente nunca irá abraçar uma heresia, mesmo que exista quem a espalhe; e em não havendo aceitação de determinado ensino herético, o mesmo tende a ser extinto, ou ao menos se perder da memória do povo.
Tal rebelião não vem a ser estritamente voluntária e consciente, mas deve-se destacar que é responsabilidade do cristão buscar conhecimento na Palavra de Deus.
Afirmar o que não se entende
“Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas; querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam” 1 Tm 1:6,7 (cf. 1 Tm 6:4).
Ao se querer entender algo sem estar preparado para tanto, e conseqüentemente querer ensinar algo que não se tem um domínio pleno da matéria, resulta, por conseqüência lógica, em desvios doutrinários.
Tal mutação bíblica não é voluntária e consciente em sua essência, ou seja, não há dolo em quem a pratica, mas sim culpa, pois resulta de uma abordagem e explanação realizada sem propriedade do tema, movida pela arrogância de quem quis ser algo além de sua real capacidade. Não deixa, evidentemente, de ser um fato reprovado por Deus.
Conclusão
As heresias podem surgir das mais diversas formas; estas aqui expostas são apenas as principais, as quais acabam tendo uma relação bem abrangente com quase todas as heresias da cristandade.
Pelo exposto aufere-se que as heresias, para surgirem e ganharem força, dependem tanto da negligência da liderança, bem como da imperícia da grande massa dos membros. É patente que a responsabilidade dos líderes é bem maior e mais decisiva para se evitar o nascimento e difusão de heresias, mas uma igreja bem preparada biblicamente pode fugir da regra de que a mesma é o reflexo de sua liderança (mesmo sabendo que isso é bem raro).
Não existe outro remédio a não ser disseminar cada vez mais uma cultura teológica no meio evangélico, tanto de capacitação dos líderes como dos liderados. Todo o corpo eclesiástico precisa estar bem teologicamente para se evitar a alimentação das heresias no meio reformado.
Com essa qualificação, mesmo com a presença dos corrompidos de coração e mente, os quais tentarão distorcer a Palavra em proveito próprio, teremos a tranqüilidade em saber que a sã doutrina sempre será vencedora. Amém.
“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” 2 Co 11:3.
Em Cristo,
Anchieta Campos
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Análise de um livreto Mórmon – Parte 01
O mormonismo é uma seita de origem americana, tendo o Brasil como o seu segundo maior celeiro no mundo (atrás apenas dos Estados Unidos, é claro). Com certeza você já deve ter visto alguns jovens bem apresentáveis, sempre aos pares, de camisa branca e gravata preta, com uma mochila nas costas... pois é, eles são os famosos missionários mórmons. O fundador deste movimento herético é o americano Joseph Smith Júnior (1805-1844), sendo a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias a principal seguidora dos ensinos de Smith.
Smith, cuja mãe era mística e o pai um conhecido obcecado por tesouros perdidos, teria tido, na primavera de 1820, a sua primeira visão, por ocasião de estar buscando a Deus uma resposta para saber a qual igreja deveria pertencer, onde em uma oportunidade em um bosque perto de sua casa, teria visto duas pessoas, que seriam o Pai e o Filho, sendo que nesta visão o Filho teria dito a Smith que não se unisse a nenhuma igreja, pois todas haviam apostatado da fé pura e verdadeira, sendo que haveria de ocorrer uma restauração da igreja nestes últimos tempos. Smith e sua visão não lograram crédito com os seus próximos, mas mesmo assim acabara por ter outra experiência similar, desta feita em setembro de 1823, sendo que nesta oportunidade fora visitado por um anjo que se disse chamar Morôni, o qual trazia uma mensagem diretamente de Deus, que dizia que Smith tinha um serviço para realizar, que era encontrar e traduzir um livro escrito em placas de ouro, que se encontrava guardado, no qual se encontrava registrada a história de um povo que havia habitado a América do Norte no passado, livro este que também conteria o evangelho eterno que havia sido dado pelo Salvador àquele povo. Sem conseguir trabalhar no dia seguinte, Smith fora dispensado do trabalho pelo seu pai, sendo que ao tentar retornar para sua casa acabou caindo desacordado e... adivinhem... isso mesmo! Teve outra visão! Novamente com o anjo Morôni! Nesta visão o anjo mandou que Smith contasse tudo ao seu pai, o qual teria mandado que o mesmo obedecesse a Deus, tendo assim Smith subido ao monte Camurah, onde estariam as placas douradas e as pedras da tradução (Urim e Tumim), sendo que, de fato, encontrou ali o que buscava. Quatro anos após, em setembro de 1827, Smith tomou as placas e começou a copiá-las, tendo surgido assim o “Livro de Mórmon: O outro Testamento de Jesus Cristo”, sendo para os mórmons sagrado e do mesmo nível da Bíblia, e que somente viera a ser traduzido por Smith a partir de abril de 1829, contando com a colaboração do escrivão Oliver Cowdery, tendo sido publicado pela primeira vez em 1830. O nome “Livro de Mórmon” origina-se de um suposto profeta de nome Mórmon, o qual teria compilado os escritos sagrados.
Pulando mais algumas visões de Smith (dentre elas teve até João Batista, Pedro, Tiago e João pelo meio. Vejam só! Espiritismo e mormonismo juntos!) e, com elas mais algumas novas doutrinas e revelações, Smith e Cowdery se batizaram nas águas um ao outro (que bacana!), tendo recebido dons e ministérios especiais, sendo Smith o primeiro “Elder” da Igreja, e Cowdery, o segundo; fundaram a igreja de um modo organizado em 6 de abril de 1830, em Fayatte, New York, passando Smith a ter... adivinhem mais uma vez... isso mesmo! Contínuas revelações! É para não perder a prática gente! Dentre estas muitas revelações, como por evidente e óbvio, só podia acabar saindo algumas aberrações, e foi o que acabou dando, resultando com uma revelação em que Smith entendeu que a poligamia simplesmente não era pecado (que coisa não?!). Esse negócio de poligamia pegou tão mal na sociedade, que Smith (o qual teve 27 mulheres) findou sendo julgado, processado e condenado à morte em 27 de junho de 1844, em Carthage, Illinois.
Smith foi sucedido por Brigham Young, o qual liderou a igreja por 33 anos. Desde então, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias passou a ser liderada por presidentes, os quais são considerados profetas e sucessores diretos de Joseph Smith, sendo dotados e herdeiros dos seus mesmos “poderes”, “autoridades” e “privilégios” (pense!).
Pois bem, passada essa frase introdutória, irei começar uma abordagem sobre um livreto mórmon que tem por título “O Evangelho de Jesus Cristo”, o qual educadamente recebi de um conhecido meu, onde irei refutar alguns pontos doutrinários do mormonismo que vão de encontro com as Sagradas Escrituras.
O uso de água no lugar do vinho na “reunião sacramental”
A literatura assim se expressa no capítulo intitulado “O Sacramento”: “Durante a reunião sacramental, pão e água são abençoados e distribuídos à congregação como lembrança da Expiação de Jesus Cristo. O pão representa Seu corpo e a água representa Seu sangue” pg. 13.
Este ponto é de simples refutação, tão simples que na verdade fiquei surpreso ao ler tal passagem. Fora a primeira vez que fiquei sabendo de um grupo que se diz cristão realizar o memorial da morte de Cristo com água no lugar do vinho. Na verdade não há a menor dúvida de que Jesus utilizou vinho na páscoa que celebrou com os discípulos, momento em que instituiu a Santa Ceia. As palavras de Jesus em Mt 26:28,29 não deixam dúvidas quanto ao uso do vinho na Ceia: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai” (cf. Mc 14:24,25; Lc 22:18,20). Oras, todo mundo sabe que “fruto da vide” é o vinho (no caso em questão o vinho não fermentado, o suco de uva), o qual representa, como o próprio Cristo disse, o seu sangue, “o sangue do novo testamento”. A própria coloração semelhante de ambos confirma a lógica do uso do vinho para representar o sangue de Cristo. Não faria muito sentido se utilizar de água para representar e relembrar o sangue de Cristo derramado em nosso favor. Lembremos por fim que o próprio Jesus se comparou a uma videira (Jo 15:4,5).
Portanto, os mórmons pecam em um ponto simples, descaracterizando a Ceia como fora instituída por Cristo, lhe alterando a liturgia e indo de encontro ao exemplo de Jesus.
Quem quiser saber mais sobre a Ceia do Senhor, ler meu artigo Compreendendo a Santa Ceia.
Abordarei em um futuro próximo e oportunamente, outras doutrinas errôneas da referida literatura mórmon, a qual expressa o posicionamento oficial deste movimento, em especial da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Obs.: o quadro “Frase quase divina”, excepcionalmente, não fora publicado este domingo último (15/02), sendo que o mesmo retornará próximo fim de semana.
Anchieta Campos
Smith, cuja mãe era mística e o pai um conhecido obcecado por tesouros perdidos, teria tido, na primavera de 1820, a sua primeira visão, por ocasião de estar buscando a Deus uma resposta para saber a qual igreja deveria pertencer, onde em uma oportunidade em um bosque perto de sua casa, teria visto duas pessoas, que seriam o Pai e o Filho, sendo que nesta visão o Filho teria dito a Smith que não se unisse a nenhuma igreja, pois todas haviam apostatado da fé pura e verdadeira, sendo que haveria de ocorrer uma restauração da igreja nestes últimos tempos. Smith e sua visão não lograram crédito com os seus próximos, mas mesmo assim acabara por ter outra experiência similar, desta feita em setembro de 1823, sendo que nesta oportunidade fora visitado por um anjo que se disse chamar Morôni, o qual trazia uma mensagem diretamente de Deus, que dizia que Smith tinha um serviço para realizar, que era encontrar e traduzir um livro escrito em placas de ouro, que se encontrava guardado, no qual se encontrava registrada a história de um povo que havia habitado a América do Norte no passado, livro este que também conteria o evangelho eterno que havia sido dado pelo Salvador àquele povo. Sem conseguir trabalhar no dia seguinte, Smith fora dispensado do trabalho pelo seu pai, sendo que ao tentar retornar para sua casa acabou caindo desacordado e... adivinhem... isso mesmo! Teve outra visão! Novamente com o anjo Morôni! Nesta visão o anjo mandou que Smith contasse tudo ao seu pai, o qual teria mandado que o mesmo obedecesse a Deus, tendo assim Smith subido ao monte Camurah, onde estariam as placas douradas e as pedras da tradução (Urim e Tumim), sendo que, de fato, encontrou ali o que buscava. Quatro anos após, em setembro de 1827, Smith tomou as placas e começou a copiá-las, tendo surgido assim o “Livro de Mórmon: O outro Testamento de Jesus Cristo”, sendo para os mórmons sagrado e do mesmo nível da Bíblia, e que somente viera a ser traduzido por Smith a partir de abril de 1829, contando com a colaboração do escrivão Oliver Cowdery, tendo sido publicado pela primeira vez em 1830. O nome “Livro de Mórmon” origina-se de um suposto profeta de nome Mórmon, o qual teria compilado os escritos sagrados.
Pulando mais algumas visões de Smith (dentre elas teve até João Batista, Pedro, Tiago e João pelo meio. Vejam só! Espiritismo e mormonismo juntos!) e, com elas mais algumas novas doutrinas e revelações, Smith e Cowdery se batizaram nas águas um ao outro (que bacana!), tendo recebido dons e ministérios especiais, sendo Smith o primeiro “Elder” da Igreja, e Cowdery, o segundo; fundaram a igreja de um modo organizado em 6 de abril de 1830, em Fayatte, New York, passando Smith a ter... adivinhem mais uma vez... isso mesmo! Contínuas revelações! É para não perder a prática gente! Dentre estas muitas revelações, como por evidente e óbvio, só podia acabar saindo algumas aberrações, e foi o que acabou dando, resultando com uma revelação em que Smith entendeu que a poligamia simplesmente não era pecado (que coisa não?!). Esse negócio de poligamia pegou tão mal na sociedade, que Smith (o qual teve 27 mulheres) findou sendo julgado, processado e condenado à morte em 27 de junho de 1844, em Carthage, Illinois.
Smith foi sucedido por Brigham Young, o qual liderou a igreja por 33 anos. Desde então, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias passou a ser liderada por presidentes, os quais são considerados profetas e sucessores diretos de Joseph Smith, sendo dotados e herdeiros dos seus mesmos “poderes”, “autoridades” e “privilégios” (pense!).
Pois bem, passada essa frase introdutória, irei começar uma abordagem sobre um livreto mórmon que tem por título “O Evangelho de Jesus Cristo”, o qual educadamente recebi de um conhecido meu, onde irei refutar alguns pontos doutrinários do mormonismo que vão de encontro com as Sagradas Escrituras.
O uso de água no lugar do vinho na “reunião sacramental”
A literatura assim se expressa no capítulo intitulado “O Sacramento”: “Durante a reunião sacramental, pão e água são abençoados e distribuídos à congregação como lembrança da Expiação de Jesus Cristo. O pão representa Seu corpo e a água representa Seu sangue” pg. 13.
Este ponto é de simples refutação, tão simples que na verdade fiquei surpreso ao ler tal passagem. Fora a primeira vez que fiquei sabendo de um grupo que se diz cristão realizar o memorial da morte de Cristo com água no lugar do vinho. Na verdade não há a menor dúvida de que Jesus utilizou vinho na páscoa que celebrou com os discípulos, momento em que instituiu a Santa Ceia. As palavras de Jesus em Mt 26:28,29 não deixam dúvidas quanto ao uso do vinho na Ceia: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai” (cf. Mc 14:24,25; Lc 22:18,20). Oras, todo mundo sabe que “fruto da vide” é o vinho (no caso em questão o vinho não fermentado, o suco de uva), o qual representa, como o próprio Cristo disse, o seu sangue, “o sangue do novo testamento”. A própria coloração semelhante de ambos confirma a lógica do uso do vinho para representar o sangue de Cristo. Não faria muito sentido se utilizar de água para representar e relembrar o sangue de Cristo derramado em nosso favor. Lembremos por fim que o próprio Jesus se comparou a uma videira (Jo 15:4,5).
Portanto, os mórmons pecam em um ponto simples, descaracterizando a Ceia como fora instituída por Cristo, lhe alterando a liturgia e indo de encontro ao exemplo de Jesus.
Quem quiser saber mais sobre a Ceia do Senhor, ler meu artigo Compreendendo a Santa Ceia.
Abordarei em um futuro próximo e oportunamente, outras doutrinas errôneas da referida literatura mórmon, a qual expressa o posicionamento oficial deste movimento, em especial da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Obs.: o quadro “Frase quase divina”, excepcionalmente, não fora publicado este domingo último (15/02), sendo que o mesmo retornará próximo fim de semana.
Anchieta Campos
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O espiritismo e a Bíblia – Ressurreição X Reencarnação
Deixando um pouco de lado a “isca” de simples contestação postada abaixo, entro logo, sem perca de tempo, no campo doutrinário da Bíblia, com o fim de se refutar a idéia de uma comunhão entre o cristianismo bíblico e o espiritismo. Na verdade ao se refutar biblicamente os ensinos do espiritismo kardecista, está-se aniquilando a pretensa idéia desta moderna e mais influente linha espírita no ocidente, que é a idéia de um respaldo bíblico para os seus ensinos.
Pulando-se os antigos expoentes do espiritismo primitivo, bem como as suas filosofias e doutrinas, chegamos ao chamado e famoso espiritismo kardecista, o qual é realmente o de maior valia para ser abordado, haja vista ser a linha mais moderna e mais difundida no Brasil e ocidente. O espiritismo kardecista e sua doutrina espírita é o fruto do trabalho direto do francês Hippolyte Leon Denizard Rivail (1804-1869), que passou a adotar o famoso nome “Allan Kardec”. Rivail (ou Kardec), em 1857, retomou a análise e disseminação de antigos argumentos defendidos pelos cristãos e judeus reencarnacionistas séculos atrás. Em seu famoso “Livro dos Espíritos”, Kardec levantou novamente a idéia da reencarnação, buscando respaldar biblicamente sua filosofia reencarnacionista. Portanto, o espiritismo kardecista alega ter respaldo e apoio bíblico para as suas doutrinas, notadamente a reencarnação, sendo que ao se desqualificar esta suposta comunhão, está-se verdadeiramente desqualificando o kardecismo.
Kardec alegou que a condenação da doutrina da reencarnação pelos cristãos seria o fruto direto de uma manipulação da Igreja Católica Romana, a qual teria substituído o termo “reencarnação” por “ressurreição” no Segundo Concílio de Constantinopla (também conhecido como o Quinto Concílio Ecumênico, realizado de 5 de maio a 2 de junho de 553). E é exatamente neste ponto que irei me deter neste primeiro artigo puramente doutrinário/bíblico sobre o espiritismo: a Ressurreição, notadamente como um fator que condena a idéia reencarnacionista.
Primeiramente cabe distinguir os termos. Reencarnar significa o espírito voltar a habitar em um novo corpo, enquanto que ressurreição significa o espírito voltar a habitar o mesmo corpo. A Bíblia não faz nenhuma alusão à reencarnação, conquanto que à ressurreição há dezenas de alusões apenas no Novo Testamento.
O ensino bíblico sobre a ressurreição é pacífico e uno. Já no Antigo Testamento encontramos ensinos referentes à ressurreição. Citemos, dentre inúmeras referências, apenas duas, que se encontram em Isaías e em Daniel. “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos” Is 26:19, e “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” Dn 12:2. Os textos são claros, ambos demonstram os caracteres envolventes da ressurreição bíblica. Primeiro percebemos a existência dos “mortos”, que são os que morreram e se encontram nesta situação, ou seja, não reencarnaram em outro corpo para tornar a vida; este ensino é confirmado por Isaías no paralelo relacional que ele faz entre os mortos (i.e., os que habitam no pó, ou seja, não ressuscitaram e permanecem com seus próprios corpos mortos, sem terem reencarnado em outro corpo) e o seu próprio cadáver (seu próprio corpo na condição de morto), afirmando que ambos tornarão a viver por ocasião da ressurreição, ou seja, o mesmo corpo (e não um novo) já morto tornará a vida na ressurreição (‘a terra lançará de si os mortos’). Por fim, o verso de Daniel confirma os ensinos de Isaías, afirmando que os que dormem no pó (os que morreram e tem seus corpos físicos já decompostos em pó) ressuscitarão em seus próprios corpos, seja para a vida eterna ou para o desprezo eterno (cf. At 24:15). O próprio uso do termo “dormir” denota o sentido de descanso e inconsciência desta vida terrena, fato que contraria a idéia espírita de reencarnação.
Selecionando algumas palavras de Jesus, haja vista muitas tratarem do tema, citemos neste momento uma passagem do Evangelho de João. “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5:28,29. Jesus deixa claro que a ressurreição abrange ‘todos os que estão nos sepulcros’, ou seja, todos os mortos em seus próprios corpos físicos; mais um fato que contraria a idéia espírita da reencarnação (que sempre se dá em outro corpo). Estas palavras de Jesus ainda confirmam a idéia de uma ressurreição para julgamento (Hb 9:27), seja para a vida ou para a condenação.
Destaquemos que na passagem de Lc 20:27-38, onde Jesus responde a um questionamento dos saduceus, Jesus deixa implícito que os sete irmãos e a mulher serão as mesmas pessoas (com a mesma personalidade) no mundo vindouro (clara alusão ao céu, onde não se pode morrer, cf. verso 36), por ocasião da ressurreição, com o detalhe de não se casarem. Fato este também que contraria o ensino da reencarnação, pois com a reencarnação estar-se-ia adquirindo um novo corpo e uma nova personalidade, aniquilando a pessoa e corpo (com suas características) que morrera.
O texto sublime de Paulo sobre a ressurreição, 1 Co 15:12-54, vem também a contrariar a idéia reencarnacionista. O texto fala da ressurreição dos mortos comparando-a a ressurreição de Jesus (vs. 12, 13, 15 e 16), a qual sabemos que fora uma ressurreição física do próprio Jesus, da mesma pessoa, e não uma reencarnação em outro corpo/pessoa. O texto ainda fala da ‘ressurreição dos mortos’ (vs. 12, 13, 21 e 52). Fala que o último inimigo a ser vencido é a morte (v. 26), sendo que a mesma é vencida pela vitória proporcionada por Jesus (vs. 54 e 57), em uma clara alusão à ressurreição de Cristo. Afirma-se ainda que a ressurreição será no mesmo corpo, apenas com mudanças em relação a algumas de suas características, como a corrupção pela incorrupção (v. 42), desonra por glória e fraqueza por vigor (v. 43), natural por espiritual (v. 44), mortal por imortalidade (vs. 53 e 54).
Por fim, Paulo rogou aos irmãos de Tessalônica dizendo: “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele” 1 Ts 4:13,14. Aqui Paulo deixa claro que a tristeza dos crentes de Tessalônica era referente a falta de esperança dos mesmos reverem seus entes queridos por ocasião da ressurreição. Paulo os conforta dizendo que assim como Jesus morreu e ressuscitou (e não reencarnou, como acima já exposto), Deus irá trazer consigo os salvos (i.e., ‘aos que em Jesus dormem’), demonstrando e confirmando o ensino da ressurreição corporal e pessoal de cada crente. Destaque-se ainda que se Paulo os incentiva a ter esperança de reverem os seus entes queridos por ocasião da ressurreição, logo conclui-se por mera dedução lógica que os mesmos não reencarnaram em outro corpo e pessoa, mas ressuscitarão como sendo as mesmas pessoas, com semelhança física de seu corpo terreno, fato este que também contraria o ensino espírita da reencarnação.
Futuras abordagens de outros temas do espiritismo kardecista serão publicadas oportunamente.
Anchieta Campos
Pulando-se os antigos expoentes do espiritismo primitivo, bem como as suas filosofias e doutrinas, chegamos ao chamado e famoso espiritismo kardecista, o qual é realmente o de maior valia para ser abordado, haja vista ser a linha mais moderna e mais difundida no Brasil e ocidente. O espiritismo kardecista e sua doutrina espírita é o fruto do trabalho direto do francês Hippolyte Leon Denizard Rivail (1804-1869), que passou a adotar o famoso nome “Allan Kardec”. Rivail (ou Kardec), em 1857, retomou a análise e disseminação de antigos argumentos defendidos pelos cristãos e judeus reencarnacionistas séculos atrás. Em seu famoso “Livro dos Espíritos”, Kardec levantou novamente a idéia da reencarnação, buscando respaldar biblicamente sua filosofia reencarnacionista. Portanto, o espiritismo kardecista alega ter respaldo e apoio bíblico para as suas doutrinas, notadamente a reencarnação, sendo que ao se desqualificar esta suposta comunhão, está-se verdadeiramente desqualificando o kardecismo.
Kardec alegou que a condenação da doutrina da reencarnação pelos cristãos seria o fruto direto de uma manipulação da Igreja Católica Romana, a qual teria substituído o termo “reencarnação” por “ressurreição” no Segundo Concílio de Constantinopla (também conhecido como o Quinto Concílio Ecumênico, realizado de 5 de maio a 2 de junho de 553). E é exatamente neste ponto que irei me deter neste primeiro artigo puramente doutrinário/bíblico sobre o espiritismo: a Ressurreição, notadamente como um fator que condena a idéia reencarnacionista.
Primeiramente cabe distinguir os termos. Reencarnar significa o espírito voltar a habitar em um novo corpo, enquanto que ressurreição significa o espírito voltar a habitar o mesmo corpo. A Bíblia não faz nenhuma alusão à reencarnação, conquanto que à ressurreição há dezenas de alusões apenas no Novo Testamento.
O ensino bíblico sobre a ressurreição é pacífico e uno. Já no Antigo Testamento encontramos ensinos referentes à ressurreição. Citemos, dentre inúmeras referências, apenas duas, que se encontram em Isaías e em Daniel. “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos” Is 26:19, e “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” Dn 12:2. Os textos são claros, ambos demonstram os caracteres envolventes da ressurreição bíblica. Primeiro percebemos a existência dos “mortos”, que são os que morreram e se encontram nesta situação, ou seja, não reencarnaram em outro corpo para tornar a vida; este ensino é confirmado por Isaías no paralelo relacional que ele faz entre os mortos (i.e., os que habitam no pó, ou seja, não ressuscitaram e permanecem com seus próprios corpos mortos, sem terem reencarnado em outro corpo) e o seu próprio cadáver (seu próprio corpo na condição de morto), afirmando que ambos tornarão a viver por ocasião da ressurreição, ou seja, o mesmo corpo (e não um novo) já morto tornará a vida na ressurreição (‘a terra lançará de si os mortos’). Por fim, o verso de Daniel confirma os ensinos de Isaías, afirmando que os que dormem no pó (os que morreram e tem seus corpos físicos já decompostos em pó) ressuscitarão em seus próprios corpos, seja para a vida eterna ou para o desprezo eterno (cf. At 24:15). O próprio uso do termo “dormir” denota o sentido de descanso e inconsciência desta vida terrena, fato que contraria a idéia espírita de reencarnação.
Selecionando algumas palavras de Jesus, haja vista muitas tratarem do tema, citemos neste momento uma passagem do Evangelho de João. “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5:28,29. Jesus deixa claro que a ressurreição abrange ‘todos os que estão nos sepulcros’, ou seja, todos os mortos em seus próprios corpos físicos; mais um fato que contraria a idéia espírita da reencarnação (que sempre se dá em outro corpo). Estas palavras de Jesus ainda confirmam a idéia de uma ressurreição para julgamento (Hb 9:27), seja para a vida ou para a condenação.
Destaquemos que na passagem de Lc 20:27-38, onde Jesus responde a um questionamento dos saduceus, Jesus deixa implícito que os sete irmãos e a mulher serão as mesmas pessoas (com a mesma personalidade) no mundo vindouro (clara alusão ao céu, onde não se pode morrer, cf. verso 36), por ocasião da ressurreição, com o detalhe de não se casarem. Fato este também que contraria o ensino da reencarnação, pois com a reencarnação estar-se-ia adquirindo um novo corpo e uma nova personalidade, aniquilando a pessoa e corpo (com suas características) que morrera.
O texto sublime de Paulo sobre a ressurreição, 1 Co 15:12-54, vem também a contrariar a idéia reencarnacionista. O texto fala da ressurreição dos mortos comparando-a a ressurreição de Jesus (vs. 12, 13, 15 e 16), a qual sabemos que fora uma ressurreição física do próprio Jesus, da mesma pessoa, e não uma reencarnação em outro corpo/pessoa. O texto ainda fala da ‘ressurreição dos mortos’ (vs. 12, 13, 21 e 52). Fala que o último inimigo a ser vencido é a morte (v. 26), sendo que a mesma é vencida pela vitória proporcionada por Jesus (vs. 54 e 57), em uma clara alusão à ressurreição de Cristo. Afirma-se ainda que a ressurreição será no mesmo corpo, apenas com mudanças em relação a algumas de suas características, como a corrupção pela incorrupção (v. 42), desonra por glória e fraqueza por vigor (v. 43), natural por espiritual (v. 44), mortal por imortalidade (vs. 53 e 54).
Por fim, Paulo rogou aos irmãos de Tessalônica dizendo: “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele” 1 Ts 4:13,14. Aqui Paulo deixa claro que a tristeza dos crentes de Tessalônica era referente a falta de esperança dos mesmos reverem seus entes queridos por ocasião da ressurreição. Paulo os conforta dizendo que assim como Jesus morreu e ressuscitou (e não reencarnou, como acima já exposto), Deus irá trazer consigo os salvos (i.e., ‘aos que em Jesus dormem’), demonstrando e confirmando o ensino da ressurreição corporal e pessoal de cada crente. Destaque-se ainda que se Paulo os incentiva a ter esperança de reverem os seus entes queridos por ocasião da ressurreição, logo conclui-se por mera dedução lógica que os mesmos não reencarnaram em outro corpo e pessoa, mas ressuscitarão como sendo as mesmas pessoas, com semelhança física de seu corpo terreno, fato este que também contraria o ensino espírita da reencarnação.
Futuras abordagens de outros temas do espiritismo kardecista serão publicadas oportunamente.
Anchieta Campos
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