O culto onde se celebra a Santa Ceia do Senhor é, sem sombra de dúvidas, o culto que se reveste de maior importância para o crente em Jesus, não que os outros cultos não tenham a sua importância também, é claro.
Aqui em minha igreja o culto é realizado todo último domingo de cada mês, sempre iniciando a liturgia da parte dedicada à celebração da Ceia com a tradicional leitura de 1 Co 11:23-34. Mas, será mesmo que o povo de Deus compreende a Ceia do Senhor de um modo realmente bíblico e puro? É justamente este o objetivo deste sucinto artigo, qual seja, esclarecer, de um modo bíblico, o sentido da Santa Ceia do Senhor e as suas particularidades.
A Ceia do Senhor é descrita também, além da passagem de 1 Coríntios, em Mt 26:26-30; Mc 14:22-26 e Lc 22:14-23, nos chamados evangelhos sinóticos.
A Santa Ceia, antes de mais nada, é um memorial (grego ἀνάµνησιν, trans. anamnesis) ao Senhor Jesus, mais especificamente ao seu sacrifício vicário na cruz do Calvário para nos salvar. Este memorial é uma instituição do próprio Cristo (Lc 22:19; 1 Co 11:24,25). Portanto, um elemento essencial que deve se fazer presente no cristão quando da celebração da Santa Ceia é a recordação do pesado e doloroso sacrifício de Cristo em nosso favor. Apenas este ato da recordação da morte de Cristo para redimir a toda humanidade já deve ser o suficiente para que o crente se conscientize da importância do momento da Ceia, principalmente da importância da morte do Senhor, devendo haver um constrangimento em nosso ser por tal dedução, haja vista que “porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram” 2 Co 5:14. Assim sendo, apenas o ato memorial já deve ser motivo para uma avaliação de nossas vidas (1 Co 11:28), reconhecendo o nosso estado caído (Rm 3:23), nossa impossibilidade de nos salvarmos a nós mesmos (Ef 2:8,9), bem como reconhecer que a morte de Cristo é o único meio de alcançarmos o perdão pelos nossos pecados (Hb 5:9; 9:12).
Outro aspecto da Santa Ceia diz respeito à comunhão (grego κοινωνία, trans. koinonia) que a mesma representa, tanto de nós para com Cristo, simbolizada no ato de comer do pão e beber do cálice, os quais representam, respectivamente, o corpo e o sangue de Jesus (1 Co 10:16; 11:27), bem como comunhão entre nós, membros do Corpo de Cristo (At 2:42; 1 Co 10:17; 1 Jo 1:7). Portanto, no momento da Santa Ceia do Senhor devemos estar conscientes que estamos nos apropriando do pão que representa o corpo de Cristo e do cálice que representa o seu sangue, o que significa que afirmamos estar em comunhão com Cristo, bem como com os demais membros do Corpo. E agora é que entra os ensinos de Paulo aos crentes de Corinto no capítulo 11 de sua primeira carta.
Na igreja de corinto estava ocorrendo uma verdadeira bagunça no momento da Ceia, e o pior, não estava havendo compreensão (discernimento) de uma parte daquela igreja sobre o real significado da Ceia do Senhor. A repreensão foi pesada mesmo! Os crentes de Corinto para pior se juntavam na ocasião da Ceia (v. 17), ocorriam dissensões (grego trans. dichostasia) e heresias (grego αιρεσις, trans. hairesis) entre eles (vs. 18,19), sendo que, verdadeiramente, haviam perdido o sentido central da reunião da Ceia do Senhor (v. 20).
Paulo fez inicialmente um relato da situação desastrosa que era a Ceia em Corinto (vs. 17-22), onde, além das faltas acima já descritas, estava ocorrendo um verdadeiro fracionamento da igreja em grupos durante a Ceia do Senhor, notadamente entre os ricos e os pobres (v. 22), bem como uma verdadeira “celebração” a parte de cada grupo (v. 21), todos estes fatos que contrariam o sentido puro de comunhão apresentado pela Santa Ceia, como acima exposto. Em seguida Paulo relata como fora instituída a Santa Ceia, pelo próprio Cristo (vs. 23-25), seu significado imediato (v. 26) e a consequência de participar da mesma de um modo indigno (v. 27). Mas, o que seria participar da Ceia de um modo indigno? O que realmente leva a Ceia a ser um fator de possível condenação para um membro da Eclésia?
Primeiramente cabe destacar que a própria pessoa é que é capaz de realizar este exame próprio/individual (cf. vs. 28a,31). Esta característica mostra o fator subjetivo como preponderante no nosso exame pré-ceia, e não o objetivo. Paulo diz que o “que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR” v. 29, logo a condenação não está em participar da Ceia após ter cometido pecados essencialmente externos (objetivos), e/ou carnais, até porque a situação de pecado em si está sempre presente em todos (1 Re 8:46; Ec 7:20), o que, realmente, se este fosse o fator primário de condenação, logo nenhum homem poderia participar da Ceia. Mas não é o fator do pecado objetivo (externo) que faz com que a Ceia seja um ato de condenação para o participante, mas sim, como já adiantamos, o fator subjetivo, de discernimento e compreensão do real significado e importância da Ceia para os crentes em Jesus. E o que é não discernir o corpo do Senhor que Paulo falou no versículo 29? É justamente o que a igreja de Corinto estava fazendo, ou seja, estavam fazendo da Ceia um agente promovedor de divisões no Corpo (v. 18), onde uns ficavam com fome, e outros embriagavam-se (v. 21), transformando a Ceia do Senhor em uma refeição qualquer como se faz em casa, com o fim não de relembrar a morte do Senhor Jesus e a importância/necessidade do seu sacrifício para nos salvar, mas sim para matar a fome física (cf. vs.22,34a).
Em suma, comer e beber indignamente é quando se retira o sentido especial/espiritual do ato, dando uma conotação puramente material e religiosa, bem como não prestar a reverência que a Ceia, por tudo o que ela significa, faz jus por merecer (cf. vs. 33,34). É claro que os pecados externos/objetivos devem ser também reconhecidos (quando praticados) e censurados por nós antes da Ceia, pois como bem falou o Senhor Jesus, o que procede do nosso coração é que contamina o homem (Mt 15:18), “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” Mc 7:21-23, e não se pode participar da Ceia do Senhor (que representa comunhão com Cristo) com um coração impuro e contaminado, não arrependido e não contristado (Sl 51:17); isto seria incidir no que está escrito em Hb 10:26-29.
Por fim, o regramento geral é que o crente participe da Ceia do Senhor (Mt 26:26,27; Mc 14:22,23; Lc 22:17; 1 Co 11:24,28), realizando-se antes o exame próprio, tendo a ciência do que realmente está fazendo, do que representa a Ceia e a sua importância, bem como reconhecendo o significado e valor da morte de Cristo em nosso favor; confessando os pecados cometidos, com um coração sincero em rejeitá-los e vencê-los, tanto os cometidos unicamente contra Deus, bem como os cometidos também em relação aos nossos irmãos.
Anchieta Campos
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Prêmio Dardos

Venho por esta agradecer a mais uma indicação recebida pelo Blog do Anchieta. Agradeço ao amado irmão James, editor do http://jesusmaioramor.blogspot.com/, por indicar meu blog para receber o Prêmio Dardos.
Segundo informação constante no próprio blog do irmão James, “O prêmio DARDOS vem reconhecer o desempenho de blogueiros, no campo cultural, criativo e ético, tem também como objetivo estreitar os laços, diminuindo assim, ainda mais as barreiras à comunicação e à amizade.
Com o Prêmio DARDOS, se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.
O regramento do prêmio diz que se deve indicar 15 outros blogs para também recebê-lo, mas, como recentemente realizei um procedimento idêntico, e tendo em vista que a minha lista de blogs favoritos não é muito extensa, resolvo burlar a regra e indicar todos os blogs constantes da minha lista de favoritos.
Blog do Pr. Ciro Zibordi
Blog Pastor Ciro Responde
Blog do Pr. Altair Germano
Blog do Pr. Geremias do Couto
Blog do Pr. Silas Daniel
Blog do Pr. Esdras Bentho
Blog do Pr. Juber Donizete - Cristianismo Radical
Blog do Pr. Paulo Silvano
Blog do Gutierres Siqueira - Teologia Pentecostal
Blog do Valmir Nascimento - E agora, como viveremos?
Blog do Victor Leonardo - Geração que Lamba
Blog do Dc. Daniel Filho
Blog do Dc. Vitor Hugo
Blog do João Paulo
Blog do Cristiano Santana
Blog do Clóvis - Cinco Solas
Blog do Francivaldo - Teologia Cristocêntrica
Blog do Silvio Araújo
Blog do Marcelo Oliveira
Blog do Lucimauro Marques
Blog do Paulo Adriano
Blog do Junior - Reflexões do Reino
Blog do Edson Dorna - Santo dos Santos
Blog do James - Jesus, o maior Amor
Blog do Daladier
Blog do Anderson e Lucia Boaventura
Blog pós-darwinista - Desafiando a Nomenklatura Científica
Blog Design Inteligente
Que o Senhor Jesus abençoe e use cada vez mais a Blogosfera Evangélica, sempre para a honra e glória do seu Nome, e exaltação da pureza bíblica. Amém.
Anchieta Campos
Segundo informação constante no próprio blog do irmão James, “O prêmio DARDOS vem reconhecer o desempenho de blogueiros, no campo cultural, criativo e ético, tem também como objetivo estreitar os laços, diminuindo assim, ainda mais as barreiras à comunicação e à amizade.
Com o Prêmio DARDOS, se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.
O regramento do prêmio diz que se deve indicar 15 outros blogs para também recebê-lo, mas, como recentemente realizei um procedimento idêntico, e tendo em vista que a minha lista de blogs favoritos não é muito extensa, resolvo burlar a regra e indicar todos os blogs constantes da minha lista de favoritos.
Blog do Pr. Ciro Zibordi
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Blog do Pr. Altair Germano
Blog do Pr. Geremias do Couto
Blog do Pr. Silas Daniel
Blog do Pr. Esdras Bentho
Blog do Pr. Juber Donizete - Cristianismo Radical
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Anchieta Campos
domingo, 25 de janeiro de 2009
Frase quase divina – 45
Trago uma frase do americano Robert Edward Lee (19 de janeiro de 1807 - 12 de outubro de 1870), o qual foi o General do Exército dos Estados Confederados da América, durante a Guerra Civil Americana. Lee é até hoje um dos militares mais respeitados de toda a história dos Estados Unidos da América.
“Em todas as minhas perplexidades e angústias a Bíblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor” Robert Lee.
Anchieta Campos
“Em todas as minhas perplexidades e angústias a Bíblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor” Robert Lee.
Anchieta Campos
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Acidente na Sede da Igreja Renascer
O Brasil acompanhou neste domingo a cobertura do acidente que ocorreu na Sede Mundial da Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo, localizada na avenida Lins de Vasconcelos, no bairro Cambuci, zona sul de São Paulo.
Por volta das 19 horas (horário de Brasília) o teto do templo, uma antiga sala de cinema com capacidade para aproximadamente duas mil pessoas, desabou por completo, deixando como saldo, até o momento, 9 mortos (número que oro para que não aumente), e mais de uma centena de feridos. Estima-se que aproximadamente 400 pessoas estariam no local no momento da queda do teto.
Um inquérito será aberto para se apurar as causas do acidente. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Manoel Antônio da Silva Araújo, a estrutura do prédio da igreja aparentava ser antiga: “Era uma cobertura de madeira e uma estrutura metálicas, um tipo de estrutura muito antiga”.
“Uma das vítimas do desabamento e um morador da região disseram que já havia reclamações sobre a presença de rachaduras no prédio onde funcionava a sede da igreja Renascer em que o teto desabou na noite do domingo (18).
Alessandra Vieira, 24 anos, vendia brindes em frente ao prédio no momento que o teto desabou. Frequentadora da igreja há 11 anos, Alessandra relatou o que aconteceu no momento da tragédia: “Foi muito rápido, eu senti um vento forte, como se fosse de um helicóptero, quando vi estava tudo caindo. Foi um terror, pessoas desmaiadas, debaixo de vigas, com fraturas expostas sangrando muito”, contouSegundo ela, já houve reclamações sobre goteiras e havia rachaduras visíveis no teto do prédio.Outro morador, Mauricio, de 44 anos, que trabalha em frente ao local, afirmou que o prédio é muito antigo e que sentia o barulho mover a cristaleira do apartamento onde morava, que tem a parede colada a do templo. "Aqui eram feitos shows de rock há alguns anos e era muito barulho. Eu via os cristais da cristaleira balançando. Já fizemos abaixo-assinado e nada", relatou o morador sobre o período em que morava no apartamento do primeiro andar do prédio”. Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/01/19/ult5772u2608.jhtm.
O prédio da igreja Renascer já havia sido lacrado em junho de 1999 pelo Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), em virtude dos membros terem desobedecido à instrução do órgão de desocupar o imóvel. A causa da interdição fora justamente o prédio ter apresentado problemas nas vigas do telhado, conforme revelou um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), emitido em fevereiro de 1999. O laudo descrevia que “uma das tesouras (estrutura de madeira que dá sustentação ao teto) está corrompida por cupim”. A Renascer afirma que os alvarás de funcionamento estão todos regularizados, e que a última reforma do prédio ocorreu há quatro anos.
Olha, mesmo em meio as dores dos familiares que perderam seus entes queridos, não posso me negar de fazer uma pequena observação sobre este triste fatídico. A Renascer é uma igreja neo-pentecostal (a segunda maior deste seguimento), e, como tal, dá muita ênfase aos dízimos e ofertas, sendo um fato, inconteste, que a mesma é uma igreja rica, frequentada majoritariamente por pessoas de consideráveis condições financeiras. Isto posto, não consigo compreender como os seus líderes deixaram esta fatalidade ocorrer. Uma estrutura como esta que veio abaixo não cai do dia pra noite, mas sim é uma consequência de um considerável período de descaso para com a manutenção física.
Onde foram investidos os altos dízimos e ofertas desta nova, mas já rica e grande igreja? Acho que o casal “apostólico” fundador da mesma sabe esta resposta.
Anchieta Campos
Por volta das 19 horas (horário de Brasília) o teto do templo, uma antiga sala de cinema com capacidade para aproximadamente duas mil pessoas, desabou por completo, deixando como saldo, até o momento, 9 mortos (número que oro para que não aumente), e mais de uma centena de feridos. Estima-se que aproximadamente 400 pessoas estariam no local no momento da queda do teto.
Um inquérito será aberto para se apurar as causas do acidente. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Manoel Antônio da Silva Araújo, a estrutura do prédio da igreja aparentava ser antiga: “Era uma cobertura de madeira e uma estrutura metálicas, um tipo de estrutura muito antiga”.
“Uma das vítimas do desabamento e um morador da região disseram que já havia reclamações sobre a presença de rachaduras no prédio onde funcionava a sede da igreja Renascer em que o teto desabou na noite do domingo (18).
Alessandra Vieira, 24 anos, vendia brindes em frente ao prédio no momento que o teto desabou. Frequentadora da igreja há 11 anos, Alessandra relatou o que aconteceu no momento da tragédia: “Foi muito rápido, eu senti um vento forte, como se fosse de um helicóptero, quando vi estava tudo caindo. Foi um terror, pessoas desmaiadas, debaixo de vigas, com fraturas expostas sangrando muito”, contouSegundo ela, já houve reclamações sobre goteiras e havia rachaduras visíveis no teto do prédio.Outro morador, Mauricio, de 44 anos, que trabalha em frente ao local, afirmou que o prédio é muito antigo e que sentia o barulho mover a cristaleira do apartamento onde morava, que tem a parede colada a do templo. "Aqui eram feitos shows de rock há alguns anos e era muito barulho. Eu via os cristais da cristaleira balançando. Já fizemos abaixo-assinado e nada", relatou o morador sobre o período em que morava no apartamento do primeiro andar do prédio”. Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/01/19/ult5772u2608.jhtm.
O prédio da igreja Renascer já havia sido lacrado em junho de 1999 pelo Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), em virtude dos membros terem desobedecido à instrução do órgão de desocupar o imóvel. A causa da interdição fora justamente o prédio ter apresentado problemas nas vigas do telhado, conforme revelou um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), emitido em fevereiro de 1999. O laudo descrevia que “uma das tesouras (estrutura de madeira que dá sustentação ao teto) está corrompida por cupim”. A Renascer afirma que os alvarás de funcionamento estão todos regularizados, e que a última reforma do prédio ocorreu há quatro anos.
Olha, mesmo em meio as dores dos familiares que perderam seus entes queridos, não posso me negar de fazer uma pequena observação sobre este triste fatídico. A Renascer é uma igreja neo-pentecostal (a segunda maior deste seguimento), e, como tal, dá muita ênfase aos dízimos e ofertas, sendo um fato, inconteste, que a mesma é uma igreja rica, frequentada majoritariamente por pessoas de consideráveis condições financeiras. Isto posto, não consigo compreender como os seus líderes deixaram esta fatalidade ocorrer. Uma estrutura como esta que veio abaixo não cai do dia pra noite, mas sim é uma consequência de um considerável período de descaso para com a manutenção física.
Onde foram investidos os altos dízimos e ofertas desta nova, mas já rica e grande igreja? Acho que o casal “apostólico” fundador da mesma sabe esta resposta.
Anchieta Campos
domingo, 18 de janeiro de 2009
Frase quase divina – 44
Uma frase do escritor e advogado inglês, Louis Nizer (6 de fevereiro de 1902 - 10 de novembro de 1994):
“A melhor resposta a um ateu é oferecer-lhe um bom jantar e perguntar-lhe se ele crê que existe um cozinheiro” Louis Nizer.
Anchieta Campos
“A melhor resposta a um ateu é oferecer-lhe um bom jantar e perguntar-lhe se ele crê que existe um cozinheiro” Louis Nizer.
Anchieta Campos
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Conflito em Gaza – A carne barata das crianças palestinas, por Reinaldo Azevedo

Publico na íntegra um artigo do jornalista e escritor da Veja, Reinaldo Azevedo. A despeito de qualquer posição ou incoerência do mesmo, bem como da editora Abril, as quais, porventura, possam existir, o artigo em questão ao qual publico (dando assim o meu aval), é uma preciosidade da inteligência crítica, sem as misturas que a grande mídia está implantando, com muito sucesso, na cabeça dos desavisados.
O artigo pode ser lido na página http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/01/carne-barata-das-crianas-palestinas.html.
“Certo! Pode-se afirmar que os militantes do Hamas só usam cadáveres de crianças como bandeiras porque, afinal, há cadáveres de crianças. Sem dúvida, em qualquer guerra, elas são as vítimas que mais chocam e constrangem. Mas o que os terroristas fizeram para poupá-las? Nada! Ao contrário! A carne das crianças palestinas ou das crianças libanesas do Sul do Líbano são as mais baratas do Oriente Médio. Os militantes do Hamas e do Hezbolhah, respectivamente, escondem-se em meio à população civil. A cada criança morta, um triunfo. A imprensa dos países islâmicos faz o uso esperado dos cadáveres. E a dos países ocidentais não fica atrás. A primeira investe no vitimismo; a segunda, na perversão humanista.
O artigo pode ser lido na página http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/01/carne-barata-das-crianas-palestinas.html.
“Certo! Pode-se afirmar que os militantes do Hamas só usam cadáveres de crianças como bandeiras porque, afinal, há cadáveres de crianças. Sem dúvida, em qualquer guerra, elas são as vítimas que mais chocam e constrangem. Mas o que os terroristas fizeram para poupá-las? Nada! Ao contrário! A carne das crianças palestinas ou das crianças libanesas do Sul do Líbano são as mais baratas do Oriente Médio. Os militantes do Hamas e do Hezbolhah, respectivamente, escondem-se em meio à população civil. A cada criança morta, um triunfo. A imprensa dos países islâmicos faz o uso esperado dos cadáveres. E a dos países ocidentais não fica atrás. A primeira investe no vitimismo; a segunda, na perversão humanista.
A foto de uma criança palestina com lágrimas nos olhos vale por milhares de editoriais censurando Israel. O que sai do olhar treinado e estudado do fotógrafo assume as características de um flagrante. O que é uma escolha confunde-se com um registro objetivo da guerra. Imagens com essas características valem por perguntas: “Mas onde estão as criancinhas israelenses? Cadê os cadáveres dos infantes judeus?”. Também induzem algumas respostas: “Sem elas, só se pode concluir uma coisa: trata-se de uma luta desigual! De uma reação desproporcional! Precisamos de mais cadáveres de judeus para que possamos, então, ser compreensivos com Israel”.
E o ato essencialmente imoral do terrorismo islâmico — mais um — perde relevo para a comoção. Mais eficientes do que os foguetes do Hamas, são os cadáveres das crianças palestinas. São bombas de efeito moral que explodem no território israelense e demonizam um país que só não foi extinto em razão da sua tenacidade — também a militar. “Ora, então Israel que evite a reação”. É? E como agir, então, para conter o agressor? Reação proporcional?
Reação proporcional? Deve-se levar isso a sério? Terão os israelenses de fabricar seus foguetes quase domésticos par jogar em Gaza ou no Sul do Líbano? Seria legítimo treinar homens-bomba, que morreriam, então, em nome de Iahweh? Devem os israelenses ser “proporcionais” também no nível de exposição de seu próprio povo à fúria do inimigo, de sorte que também possam exibir, com vitimismo triunfante, seus cadáveres pelas ruas, passando-os de mão em mão, numa espécie de catarse da morte?
De fato, Israel não tem saída. A não ser lutar. A guerra de propaganda contra os adoradores de cadáveres, o país já perdeu. Resta-lhe fazer todos os esforços para não ser derrotado no terreno propriamente militar. É a sua contribuição do momento ao triunfo da civilização”.
Ler ainda meus artigos Conflito em Gaza – Israel x Hamas; Conflito em Gaza – Sobre o bom e o péssimo jornalismo, e Conflito em Gaza – Palavras do francês Bernard-Henri Lévy.
“Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam” Salmo 122:6.
Anchieta Campos
Ler ainda meus artigos Conflito em Gaza – Israel x Hamas; Conflito em Gaza – Sobre o bom e o péssimo jornalismo, e Conflito em Gaza – Palavras do francês Bernard-Henri Lévy.
“Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam” Salmo 122:6.
Anchieta Campos
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Conflito em Gaza – Palavras do francês Bernard-Henri Lévy
Publico na íntegra um artigo do filósofo e escritor francês, Bernard-Henri Lévy. Uma verdadeira pérola no meio de uma grande mídia tendenciosa. O artigo pode ser lido na página http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2009/01/13/ult586u603.jhtm.
“Não sendo um especialista militar, vou me abster de julgar se os bombardeios israelenses sobre Gaza poderiam ter sido mais bem mirados, menos intensos.
Não tendo, há décadas, jamais me decidido a distinguir entre os bons e os maus mortos, ou como dizia Camus, entre "vítimas suspeitas" e "carrascos privilegiados", evidentemente eu também estou abalado pelas imagens de crianças palestinas mortas.
Dito isso, e levando em conta o vento de loucura que parece, mais uma vez, como sempre quando se trata de Israel, tomar conta de certas mídias, eu gostaria de relembrar alguns fatos.
1. Nenhum governo do mundo, nenhum outro país fora esse Israel vilipendiado, arrastado na lama, endemoniado, tolera ver milhares de mísseis caírem, durante anos, sobre suas cidades: o mais notável na questão, o verdadeiro motivo de espanto, não é a "brutalidade" de Israel - é, literalmente, seu longo castigo.
2. O fato de que os Qassam do Hamas e agora seus mísseis Grad tenham feito tão poucos mortos não prova que eles sejam artesanais, inofensivos etc., mas que os israelenses se protegem, que eles vivem isolados nos porões de seus prédios, abrigados: uma existência de pesadelo, em condicional, ao som de sirenes e de explosões - eu estive em Sderot, eu sei.
3. O fato de que os mísseis israelenses fazem, por outro lado, o mesmo tanto de vítimas, não significa, como bradariam os manifestantes desse fim de semana, que Israel se entrega a um "massacre" deliberado, mas que os dirigentes de Gaza escolheram a atitude inversa e expõem suas populações: velha tática do "escudo humano" que faz com que o Hamas, assim como o Hezbollah há dois anos, instale seus centros de comando, seus estoques de armas, seus bunkers, nos subsolos de prédios, de hospitais, de escolas, de mesquitas - eficaz, mas repugnante.
4. Entre a atitude de uns e de outros existe, qualquer que seja, uma diferença importante e que não pode ser ignorada por aqueles que se consideram justos, e a tragédia, e os meios de terminá-la: os palestinos atiram sobre cidades, ou seja, sobre civis (o que em direito internacional se chama "crime de guerra"); os israelenses apontam para alvos militares e fazem, sem mirar, terríveis estragos civis (o que em jargão de guerra leva um nome - "estrago colateral" - que, mesmo que seja horrível, remete a uma verdadeira assimetria estratégica e moral).
5. É preciso colocar os pingos nos "is": lembremos ainda um fato que estranhamente a imprensa francesa pouco repetiu, e sobre o qual não conheço, no entanto, nenhum precedente, em nenhuma outra guerra, da parte de nenhum outro exército: as unidades de Tsahal telefonaram de forma sistemática (a imprensa anglo-saxã fala de 100 mil chamadas), durante a ofensiva aérea, aos habitantes de Gaza que vivem perto de um alvo militar para convidá-los a evacuarem o local; é claro que isso não muda em nada o desespero das famílias, suas vidas destruídas, o massacre; mas que as coisas se passem assim não é, entretanto, um detalhe totalmente sem sentido.
6. E quanto ao famoso bloqueio integral, enfim, imposto a um povo esfomeado, desprovido de tudo e lançado a uma crise humanitária sem precedentes (sic), ele também não é factualmente exato: os comboios humanitários nunca deixaram de passar, até o início da ofensiva terrestre, no ponto de passagem Kerem Shalom; só para a jornada do 31 de dezembro, foram 100 caminhões de mantimentos e remédios que puderam, segundo o New York Times, entrar no território; e só estou puxando pela memória (pois é desnecessário dizer - ainda que, lendo e ouvindo alguns, talvez isso fique melhor dito...) o fato de que os hospitais israelenses continuam, neste momento em que escrevo, a receber e cuidar, todos os dias, dos feridos palestinos.
Muito em breve, é o que esperamos, os combates cessarão. E muito rápido, é o que também esperamos, os comentadores se recuperarão. Eles vão descobrir, nesse dia, que Israel pode ter cometido erros ao longo dos anos (chances perdidas, longa recusa da reivindicação nacional palestina, unilateralismo), mas os piores inimigos dos palestinos são esses dirigentes extremistas que nunca quiseram a paz, nunca quiseram um Estado e nunca conceberam outro estado para seu povo que não fosse de instrumento e de refém (imagem sinistra de Khaled Mechaal que, no sábado 27 de dezembro, enquanto se determinava a iminência do contra-ataque israelense tão desejado, só sabia incitar sua "nação" a "oferecer o sangue de outros mártires" - e isso a partir de seu confortável exílio, seu esconderijo, em Damasco...).
Hoje, de duas coisas, uma. Ou os Irmãos Muçulmanos de Gaza restabelecem a trégua que eles romperam e, na sequência declaram inválida uma carta baseada sobre a pura recusa da "entidade sionista": eles reunirão esse vasto partido do acordo que não cessa, graças a Deus, de progredir na região - e a paz se fará. Ou senão eles teimarão em só ver no sofrimento dos seus um bom combustível para suas paixões requentadas, seu ódio louco, niilista, sem palavras - e não é somente Israel, mas os palestinos, que deverão ser libertados da sombria influência do Hamas.
(O filósofo e escritor francês Bernard-Henri Lévy é o autor dos livros “American Vertigo” e “Ce Grand Cadavre à la Renverse”)
Tradução: Lana Lim”.
Quem quiser saber mais sobre o conflito em Gaza ler meus artigos Conflito em Gaza – Israel x Hamas e Conflito em Gaza – Sobre o bom e o péssimo jornalismo.
“Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer” Pv 11:1.
Anchieta Campos
“Não sendo um especialista militar, vou me abster de julgar se os bombardeios israelenses sobre Gaza poderiam ter sido mais bem mirados, menos intensos.
Não tendo, há décadas, jamais me decidido a distinguir entre os bons e os maus mortos, ou como dizia Camus, entre "vítimas suspeitas" e "carrascos privilegiados", evidentemente eu também estou abalado pelas imagens de crianças palestinas mortas.
Dito isso, e levando em conta o vento de loucura que parece, mais uma vez, como sempre quando se trata de Israel, tomar conta de certas mídias, eu gostaria de relembrar alguns fatos.
1. Nenhum governo do mundo, nenhum outro país fora esse Israel vilipendiado, arrastado na lama, endemoniado, tolera ver milhares de mísseis caírem, durante anos, sobre suas cidades: o mais notável na questão, o verdadeiro motivo de espanto, não é a "brutalidade" de Israel - é, literalmente, seu longo castigo.
2. O fato de que os Qassam do Hamas e agora seus mísseis Grad tenham feito tão poucos mortos não prova que eles sejam artesanais, inofensivos etc., mas que os israelenses se protegem, que eles vivem isolados nos porões de seus prédios, abrigados: uma existência de pesadelo, em condicional, ao som de sirenes e de explosões - eu estive em Sderot, eu sei.
3. O fato de que os mísseis israelenses fazem, por outro lado, o mesmo tanto de vítimas, não significa, como bradariam os manifestantes desse fim de semana, que Israel se entrega a um "massacre" deliberado, mas que os dirigentes de Gaza escolheram a atitude inversa e expõem suas populações: velha tática do "escudo humano" que faz com que o Hamas, assim como o Hezbollah há dois anos, instale seus centros de comando, seus estoques de armas, seus bunkers, nos subsolos de prédios, de hospitais, de escolas, de mesquitas - eficaz, mas repugnante.
4. Entre a atitude de uns e de outros existe, qualquer que seja, uma diferença importante e que não pode ser ignorada por aqueles que se consideram justos, e a tragédia, e os meios de terminá-la: os palestinos atiram sobre cidades, ou seja, sobre civis (o que em direito internacional se chama "crime de guerra"); os israelenses apontam para alvos militares e fazem, sem mirar, terríveis estragos civis (o que em jargão de guerra leva um nome - "estrago colateral" - que, mesmo que seja horrível, remete a uma verdadeira assimetria estratégica e moral).
5. É preciso colocar os pingos nos "is": lembremos ainda um fato que estranhamente a imprensa francesa pouco repetiu, e sobre o qual não conheço, no entanto, nenhum precedente, em nenhuma outra guerra, da parte de nenhum outro exército: as unidades de Tsahal telefonaram de forma sistemática (a imprensa anglo-saxã fala de 100 mil chamadas), durante a ofensiva aérea, aos habitantes de Gaza que vivem perto de um alvo militar para convidá-los a evacuarem o local; é claro que isso não muda em nada o desespero das famílias, suas vidas destruídas, o massacre; mas que as coisas se passem assim não é, entretanto, um detalhe totalmente sem sentido.
6. E quanto ao famoso bloqueio integral, enfim, imposto a um povo esfomeado, desprovido de tudo e lançado a uma crise humanitária sem precedentes (sic), ele também não é factualmente exato: os comboios humanitários nunca deixaram de passar, até o início da ofensiva terrestre, no ponto de passagem Kerem Shalom; só para a jornada do 31 de dezembro, foram 100 caminhões de mantimentos e remédios que puderam, segundo o New York Times, entrar no território; e só estou puxando pela memória (pois é desnecessário dizer - ainda que, lendo e ouvindo alguns, talvez isso fique melhor dito...) o fato de que os hospitais israelenses continuam, neste momento em que escrevo, a receber e cuidar, todos os dias, dos feridos palestinos.
Muito em breve, é o que esperamos, os combates cessarão. E muito rápido, é o que também esperamos, os comentadores se recuperarão. Eles vão descobrir, nesse dia, que Israel pode ter cometido erros ao longo dos anos (chances perdidas, longa recusa da reivindicação nacional palestina, unilateralismo), mas os piores inimigos dos palestinos são esses dirigentes extremistas que nunca quiseram a paz, nunca quiseram um Estado e nunca conceberam outro estado para seu povo que não fosse de instrumento e de refém (imagem sinistra de Khaled Mechaal que, no sábado 27 de dezembro, enquanto se determinava a iminência do contra-ataque israelense tão desejado, só sabia incitar sua "nação" a "oferecer o sangue de outros mártires" - e isso a partir de seu confortável exílio, seu esconderijo, em Damasco...).
Hoje, de duas coisas, uma. Ou os Irmãos Muçulmanos de Gaza restabelecem a trégua que eles romperam e, na sequência declaram inválida uma carta baseada sobre a pura recusa da "entidade sionista": eles reunirão esse vasto partido do acordo que não cessa, graças a Deus, de progredir na região - e a paz se fará. Ou senão eles teimarão em só ver no sofrimento dos seus um bom combustível para suas paixões requentadas, seu ódio louco, niilista, sem palavras - e não é somente Israel, mas os palestinos, que deverão ser libertados da sombria influência do Hamas.
(O filósofo e escritor francês Bernard-Henri Lévy é o autor dos livros “American Vertigo” e “Ce Grand Cadavre à la Renverse”)
Tradução: Lana Lim”.
Quem quiser saber mais sobre o conflito em Gaza ler meus artigos Conflito em Gaza – Israel x Hamas e Conflito em Gaza – Sobre o bom e o péssimo jornalismo.
“Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer” Pv 11:1.
Anchieta Campos
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