Em minha Declaração de Fé eu assim me expressei sobre a Bíblia:
“Cremos que a Bíblia, composta pelos 39 livros do Antigo Testamento e pelos 27 do Novo Testamento, é a perfeita, infalível, inerrante, completa, soberana, permanente e inspirada palavra de Deus aos homens, sendo digna de toda confiança e aceitação, não somente em matéria de fé, mas também em qualquer área em que venha a ser abordada, não contendo erros históricos, geográficos, matemáticos e científicos de qualquer espécie. Ela é a única fonte das doutrinas e a autoridade máxima da fé cristã. (Dt 29:29; Sl 18:30 e 19:7; Is 40:8; Mt 5:18 e 22:29; Mc 13:31; Lc 1:1-4; Jo 5:39 e 17:17; At 17:11; Rm 15:4; 1 Co 4:6 e 14:37; 2 Tm 3:15-17; 2 Pe 1:20,21 e 3:15,16; Ap 1:3 e 22:18,19)”.
O ensino de que a Bíblia é a Palavra de Deus, nos moldes como o apresentado acima, é o principal pilar sustentador de toda a fé cristã, pois a partir dela (Bíblia), afloram todas as doutrinas e ensinos que se aplicam para um cristão.
Esta verdade para os cristãos é um dos maiores “comichões” nos ouvidos dos céticos. Para eles é um absurdo se crer na inspiração divina plenária da Bíblia Sagrada, algo como sendo ilógico, irracional e impossível. Agora ao contrário do que eles pensam, a fé cristã não é uma fé irracional, improvável e/ou ilógica, baseada na ignorância e no ocultismo, bem ao contrário da “fé” dos céticos. Destaque-se tão somente o nome de Isaac Newton como um dos mais ilustres comentadores e estudiosos da Bíblia Sagrada.
Talvez um dos maiores gabaritos autenticadores da Bíblia Sagrada sejam as profecias. A atualidade é uma prova cabal da autenticidade bíblica. Mas como a Bíblia é a Palavra de Deus, e Deus é onisciente (conhece tudo em toda a história), alguns dos escritores inspirados da Bíblia Sagrada se deram ao luxo de realizarem inúmeras profecias com especificação de detalhes. Citemos o caso do profeta Isaías e do Rei persa Ciro.
Isaías escreveu o livro que leva seu nome aproximadamente 700 anos a.C.. Em Isaías 44:28—45:1 está escrito: “Que digo de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado. ASSIM diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão. Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro”. Isaías identifica Ciro pelo nome com uma antecedência de 150 anos! Ciro fundou o Império Persa, o qual durou dois séculos e derrubou o poderoso Império Babilônico em 538 a.C., sendo que no ano de 538 a.C. Ciro expediu o decreto autorizando os judeus cativos a voltarem para Jerusalém e reedificarem a sua cidade juntamente com o seu Templo (Ed 1:1,2).
Alguém que se levante contra este fato?
Deus seja louvado! Viva a Bíblia Sagrada!
Anchieta Campos
terça-feira, 28 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Jogar futebol ou praticar outro esporte é pecado?
Olha, sinceramente, o meio evangélico (especialmente o pentecostal) ainda tem muito o que aprender sobre o que é santidade e o que é pecado. A falta de entendimento não atinge apenas membros sem posição eclesiástica na igreja, mas também muitos homens que trajam seus paletós (nada contra o uso de paletó) e se sentam atrás do púlpito (modelo herdado pelo catolicismo romano, sem base alguma neo-testamentária). Fiquei sabendo que até mesmo um presbítero (não vou citar a igreja e nem a cidade) já chegou para um irmão e disse que ele largasse o futebol que pratica de vez enquanto com outros irmãos (inclusive eu), com o fim de melhorar o seu testemunho.
Oras (já tomando as dores), não vejo razão lógica alguma, nem muito menos fundamento bíblico para se condenar a prática de esportes por parte de um crente em Jesus. O cerne do testemunho cristão deve ser não promover escândalos nem para os crentes, nem para os ímpios (1 Co 10:32), e, sinceramente, qual escândalo há em se praticar um esporte, ou jogar um futebol? As passagens de Rm 14:13-23 e 1 Co 8:7-13 são esclarecedoras para o caso em questão, bastando apenas reproduzir as conclusões de Paulo em cada passagem: “Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” Rm 14:22,23 e “Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” 1 Co 8:13. O que aprendemos com estas passagens? Que aquilo que não é proibido pela Bíblia, seja direta ou indiretamente, e é praticado sem culpa por um crente sábio e firme, não é pecado. E quanto à conclusão de 1 Co 8? Bem, é só ver que para a cultura judaica comer alimentos sacrificados aos ídolos era pecado e totalmente reprovado por toda a nação, algo que não ocorre com o futebol aqui no Brasil; lembrando que no primeiro caso o apóstolo concluiu que o ato em si de comer alimentos sacrificados aos ídolos não era pecado e nem impuro.
É bem certo que o crente, assim como em tudo que faz, deve primar por um bom testemunho em relação aos que o cercam, e isso também vale para aquele crente que pratica esporte com pessoas ímpias. Evitar certas palavras, expressões, bem como não se envolver em brigas e discussões mais pesadas é o que se deve esperar de um cristão, pois como bem disse Paulo, “em tudo te dá por exemplo de boas obras” Tt 2:7.
Lembremos por fim que o próprio Paulo valeu-se do esporte e seus praticantes para realizar uma alegoria doutrinária (1 Co 9:24-27), bem como o nosso corpo é o Templo do Espírito Santo (1 Co 6:19), sendo que somos responsáveis por sua conservação (1 Co 3:17). Esporte é saúde!
Precisamos criar uma fama de pessoas esclarecidas, que se cuidam, cuidam da saúde, e colocar por terra de uma vez por todas a idéia dos ímpios que crente é uma pessoa ignorante e isolada da sociedade. Meu posicionamento não trás escândalo algum, ao contrário da linha divergente.
Obs.: lembrando que estou falando de esportes!
Com amor,
Anchieta Campos
Oras (já tomando as dores), não vejo razão lógica alguma, nem muito menos fundamento bíblico para se condenar a prática de esportes por parte de um crente em Jesus. O cerne do testemunho cristão deve ser não promover escândalos nem para os crentes, nem para os ímpios (1 Co 10:32), e, sinceramente, qual escândalo há em se praticar um esporte, ou jogar um futebol? As passagens de Rm 14:13-23 e 1 Co 8:7-13 são esclarecedoras para o caso em questão, bastando apenas reproduzir as conclusões de Paulo em cada passagem: “Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” Rm 14:22,23 e “Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” 1 Co 8:13. O que aprendemos com estas passagens? Que aquilo que não é proibido pela Bíblia, seja direta ou indiretamente, e é praticado sem culpa por um crente sábio e firme, não é pecado. E quanto à conclusão de 1 Co 8? Bem, é só ver que para a cultura judaica comer alimentos sacrificados aos ídolos era pecado e totalmente reprovado por toda a nação, algo que não ocorre com o futebol aqui no Brasil; lembrando que no primeiro caso o apóstolo concluiu que o ato em si de comer alimentos sacrificados aos ídolos não era pecado e nem impuro.
É bem certo que o crente, assim como em tudo que faz, deve primar por um bom testemunho em relação aos que o cercam, e isso também vale para aquele crente que pratica esporte com pessoas ímpias. Evitar certas palavras, expressões, bem como não se envolver em brigas e discussões mais pesadas é o que se deve esperar de um cristão, pois como bem disse Paulo, “em tudo te dá por exemplo de boas obras” Tt 2:7.
Lembremos por fim que o próprio Paulo valeu-se do esporte e seus praticantes para realizar uma alegoria doutrinária (1 Co 9:24-27), bem como o nosso corpo é o Templo do Espírito Santo (1 Co 6:19), sendo que somos responsáveis por sua conservação (1 Co 3:17). Esporte é saúde!
Precisamos criar uma fama de pessoas esclarecidas, que se cuidam, cuidam da saúde, e colocar por terra de uma vez por todas a idéia dos ímpios que crente é uma pessoa ignorante e isolada da sociedade. Meu posicionamento não trás escândalo algum, ao contrário da linha divergente.
Obs.: lembrando que estou falando de esportes!
Com amor,
Anchieta Campos
domingo, 26 de outubro de 2008
Frase quase divina – 33
Mais uma frase de Lutero, uma célebre frase, diga-se de passagem.
“Não tenho outro nome, senão o de pecador; pecador é meu nome; pecador, meu sobrenome” Lutero.
Anchieta Campos
“Não tenho outro nome, senão o de pecador; pecador é meu nome; pecador, meu sobrenome” Lutero.
Anchieta Campos
Projeto Minha Esperança Brasil - Programação
A Associação Evangelística Billy Graham em parceria com as igrejas evangélicas brasileiras, está promovendo o Projeto Minha Esperança Brasil, tendo como coordenador-nacional o pastor e escritor da Assembléia de Deus, Geremias do Couto.
E está chegando o grande momento da execução do Projeto, o qual está prometendo impactar esta nação com a poderosa e transformadora pregação das Boas Novas de Salvação em Cristo Jesus.
A programação oficial é a seguinte:
Dia 6 de novembro, quinta-feira: Clip Musical com a cantora Aline Barros / Testemunhos impactantes / Mensagem Evangelística com o Dr. Billy Graham. Duração de 30 minutos.
Dia 7 de novembro, sexta-feira: Clip Musical com o cantor Paulo Baruk / Testemunhos impactantes / Mensagem Evangelística com Franklin Graham. Duração de 30 minutos.
Dia 8 de novembro, sábado: Filme Evangelístico Compromisso Precioso, com duração de 90 minutos, sem intervalos comerciais.
O horário para o início da programação nas três datas é às 21:00hs, na emissora Bandeirantes.
De acordo com informações da página oficial do evento (http://www.minhaesperanca.com.br), até agora mais de 50 mil igrejas e congregações participam do projeto, e mais de um milhão de lares abriram suas casas e tornaram-se Lares Mateus.
Que Deus abençoe grandemente este projeto, alcançando o objetivo maior da igreja aqui na terra, qual seja, ser canal de conversões de vidas para o Reino dos Céus. Amém.
Anchieta Campos
E está chegando o grande momento da execução do Projeto, o qual está prometendo impactar esta nação com a poderosa e transformadora pregação das Boas Novas de Salvação em Cristo Jesus.
A programação oficial é a seguinte:
Dia 6 de novembro, quinta-feira: Clip Musical com a cantora Aline Barros / Testemunhos impactantes / Mensagem Evangelística com o Dr. Billy Graham. Duração de 30 minutos.
Dia 7 de novembro, sexta-feira: Clip Musical com o cantor Paulo Baruk / Testemunhos impactantes / Mensagem Evangelística com Franklin Graham. Duração de 30 minutos.
Dia 8 de novembro, sábado: Filme Evangelístico Compromisso Precioso, com duração de 90 minutos, sem intervalos comerciais.
O horário para o início da programação nas três datas é às 21:00hs, na emissora Bandeirantes.
De acordo com informações da página oficial do evento (http://www.minhaesperanca.com.br), até agora mais de 50 mil igrejas e congregações participam do projeto, e mais de um milhão de lares abriram suas casas e tornaram-se Lares Mateus.
Que Deus abençoe grandemente este projeto, alcançando o objetivo maior da igreja aqui na terra, qual seja, ser canal de conversões de vidas para o Reino dos Céus. Amém.
Anchieta Campos
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Frase quase divina – 32
Por problemas de acesso a internet, que atingiram meu PC desde a tarde deste domingo, o quadro “Frase quase divina” somente está sendo publicado hoje.
E neste post publico mais uma frase do referencial Agostinho de Hipona (ver Frase quase divina – 16).
“A necessidade não conhece leis” São Agostinho.
Anchieta Campos
E neste post publico mais uma frase do referencial Agostinho de Hipona (ver Frase quase divina – 16).
“A necessidade não conhece leis” São Agostinho.
Anchieta Campos
sábado, 18 de outubro de 2008
As ovelhas do Bom Pastor e a predestinação incondicional
Publico a minha resposta ao e-mail enviado pelo irmão Joabe Ferreira Inácio, onde o e-mail do prezado irmão assim dizia (texto transcrito sem nenhuma revisão):
“Caro Anchieta, a Paz do Senhor! Peço uma explicação,sobre a passagem de João 10. 25-29 , que diz ::Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.
Os calvinistas usam esse texto para "provarem" que somente as ovelhas (eleitos) podem crer e se converterem em Cristo Jesus. Com isso também concluem que a regeneração deva vir antes da fé. Seria possível fazer uma analise exegética contraria a esse ensinamento ? Em Cristo, Joabe Ferreira Inácio”.
Abaixo segue a minha sucinta, mas a qual julgo satisfatória, resposta/esclarecimento ao irmão Joabe:
“Prezado irmão Joabe, a paz do Senhor!
Texto base: João 10:25-29: “Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai”.
O contexto de João 10 é bem claro em seu ensino de rejeitar a predestinação incondicional fatalista. Jesus realiza um paralelo entre o bom pastor (Ele mesmo) e o ladrão/salteador (mau pastor), bem como fala das ovelhas que escutam e conhecem (entendem, reconhecem) a voz do bom pastor.
O ensino do livre-arbítrio encontra-se pautado neste capítulo principalmente no verso 9 (Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens), ou seja, Jesus é a porta do “curral”, i. e., o único caminho pelo o qual se pode adentrar no mesmo, de modo a encontrar salvação (proteção) e paz, sossego (simbolizados pelo ato de pastar). Perceba a condição do verso 9, posta na partícula “se”, denotando possibilidade, eventualidade, algo não certo, mas apenas algo que pode vir se concretizar; veja ainda a qualificação dada por Jesus a quem pode entrar pela porta, qual seja, “alguém”, denotação puramente genérica, sem nenhuma característica de grupo ou exceção/especificação, restando somente a condição do “se alguém entrar”. Não pode-se passar em branco o fato de que esse alguém somente passará a estar salvo após entrar pela porta (se alguém entrar por mim, salvar-se-á), algo que contraria a idéia calvinista de uma salvação pré-ordenada, pois os salvos no calvinismo são sempre salvos, e não passam a serem salvos a partir de um dado momento.
Sendo mais direto e objetivo em relação ao seu questionamento e versos, tem-se que observar que Jesus está respondendo aos judeus (v. 24), e judeus estes que logo após a resposta de Jesus pegaram em pedras para o apedrejarem (v. 31), pelo o simples fato de não terem entendido a mensagem de Jesus (vs. 6,33-37). Por isso que Jesus diz que eles não eram suas ovelhas, pois não ouviam (compreendiam, reconheciam) a voz (os ensinos) de Jesus, por isso não o seguiam (Mt 13:19,23). Veja que Jesus diz “elas me seguem”, sendo o ato de seguir caracteristicamente voluntário (Mt 16:24). Por fim, é notório que, mesmo aqueles judeus estando naquela situação de cegueira espiritual, Jesus ainda os convida e apela para que eles cressem nEle (v. 38).
A expressão “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas”, ela é meramente exemplificativa ao caso em questão. Não trata-se de caráter preliminar absolutamente excludente, mas a exclusão ocorre em conseqüência de uma característica, qual seja, não serem ovelhas que conhecem, reconhecem, e seguem voluntariamente o seu pastor, pois se fossem ovelhas do Bom Pastor elas o seguiriam pelo o fato de o conhecerem (o reconhecer como o Bom Pastor), mas estes judeus tinham Jesus como um estranho, por isso que não o compreendiam e nem o seguiam, razão esta pela qual eles foram definidos como não sendo ovelhas deste Bom Pastor; é o que fica claro nos versos 4 e 5 “E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”, ou seja, as ovelhas somente seguem quem conhecem, seguem a voz que reconhecem ser do pastor que as guia em segurança, portanto, como já fora explanado, trata-se de uma questão de discernimento, e não de impedimento; se a ovelha não tiver o cuidado de discernir a voz de quem a chama, poderá deixar de seguir o Bom Pastor e seguir erroneamente o ladrão (ver 1 Co 2:14,15).
Vou encerrar por aqui, por mera questão objetiva, pois creio que já fora respondido aquilo que viera questionado em seu e-mail.
Despeço agradecendo pela confiança em procurar na minha pessoa a resposta para este importante questionamento, bem como me colocar a inteira disposição para mais o que necessitar.
Deus o abençoe grandemente e sempre, em nome de Jesus. Amém.
Forte abraço.
Atenciosamente,
Anchieta Campos”.
Quem quiser saber mais sobre a predestinação incondicional e o livre-arbítrio do homem, ver meus artigos:
Uma (pequena) exegese de Atos 16:31
Em defesa do livre-arbítrio. Uma pequena exegese de Efésios 1:4,5 e 4:30.
Faraó, predestinação e livre arbítrio
Anchieta Campos
“Caro Anchieta, a Paz do Senhor! Peço uma explicação,sobre a passagem de João 10. 25-29 , que diz ::Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.
Os calvinistas usam esse texto para "provarem" que somente as ovelhas (eleitos) podem crer e se converterem em Cristo Jesus. Com isso também concluem que a regeneração deva vir antes da fé. Seria possível fazer uma analise exegética contraria a esse ensinamento ? Em Cristo, Joabe Ferreira Inácio”.
Abaixo segue a minha sucinta, mas a qual julgo satisfatória, resposta/esclarecimento ao irmão Joabe:
“Prezado irmão Joabe, a paz do Senhor!
Texto base: João 10:25-29: “Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai”.
O contexto de João 10 é bem claro em seu ensino de rejeitar a predestinação incondicional fatalista. Jesus realiza um paralelo entre o bom pastor (Ele mesmo) e o ladrão/salteador (mau pastor), bem como fala das ovelhas que escutam e conhecem (entendem, reconhecem) a voz do bom pastor.
O ensino do livre-arbítrio encontra-se pautado neste capítulo principalmente no verso 9 (Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens), ou seja, Jesus é a porta do “curral”, i. e., o único caminho pelo o qual se pode adentrar no mesmo, de modo a encontrar salvação (proteção) e paz, sossego (simbolizados pelo ato de pastar). Perceba a condição do verso 9, posta na partícula “se”, denotando possibilidade, eventualidade, algo não certo, mas apenas algo que pode vir se concretizar; veja ainda a qualificação dada por Jesus a quem pode entrar pela porta, qual seja, “alguém”, denotação puramente genérica, sem nenhuma característica de grupo ou exceção/especificação, restando somente a condição do “se alguém entrar”. Não pode-se passar em branco o fato de que esse alguém somente passará a estar salvo após entrar pela porta (se alguém entrar por mim, salvar-se-á), algo que contraria a idéia calvinista de uma salvação pré-ordenada, pois os salvos no calvinismo são sempre salvos, e não passam a serem salvos a partir de um dado momento.
Sendo mais direto e objetivo em relação ao seu questionamento e versos, tem-se que observar que Jesus está respondendo aos judeus (v. 24), e judeus estes que logo após a resposta de Jesus pegaram em pedras para o apedrejarem (v. 31), pelo o simples fato de não terem entendido a mensagem de Jesus (vs. 6,33-37). Por isso que Jesus diz que eles não eram suas ovelhas, pois não ouviam (compreendiam, reconheciam) a voz (os ensinos) de Jesus, por isso não o seguiam (Mt 13:19,23). Veja que Jesus diz “elas me seguem”, sendo o ato de seguir caracteristicamente voluntário (Mt 16:24). Por fim, é notório que, mesmo aqueles judeus estando naquela situação de cegueira espiritual, Jesus ainda os convida e apela para que eles cressem nEle (v. 38).
A expressão “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas”, ela é meramente exemplificativa ao caso em questão. Não trata-se de caráter preliminar absolutamente excludente, mas a exclusão ocorre em conseqüência de uma característica, qual seja, não serem ovelhas que conhecem, reconhecem, e seguem voluntariamente o seu pastor, pois se fossem ovelhas do Bom Pastor elas o seguiriam pelo o fato de o conhecerem (o reconhecer como o Bom Pastor), mas estes judeus tinham Jesus como um estranho, por isso que não o compreendiam e nem o seguiam, razão esta pela qual eles foram definidos como não sendo ovelhas deste Bom Pastor; é o que fica claro nos versos 4 e 5 “E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”, ou seja, as ovelhas somente seguem quem conhecem, seguem a voz que reconhecem ser do pastor que as guia em segurança, portanto, como já fora explanado, trata-se de uma questão de discernimento, e não de impedimento; se a ovelha não tiver o cuidado de discernir a voz de quem a chama, poderá deixar de seguir o Bom Pastor e seguir erroneamente o ladrão (ver 1 Co 2:14,15).
Vou encerrar por aqui, por mera questão objetiva, pois creio que já fora respondido aquilo que viera questionado em seu e-mail.
Despeço agradecendo pela confiança em procurar na minha pessoa a resposta para este importante questionamento, bem como me colocar a inteira disposição para mais o que necessitar.
Deus o abençoe grandemente e sempre, em nome de Jesus. Amém.
Forte abraço.
Atenciosamente,
Anchieta Campos”.
Quem quiser saber mais sobre a predestinação incondicional e o livre-arbítrio do homem, ver meus artigos:
Uma (pequena) exegese de Atos 16:31
Em defesa do livre-arbítrio. Uma pequena exegese de Efésios 1:4,5 e 4:30.
Faraó, predestinação e livre arbítrio
Anchieta Campos
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
O amor. A graça.
Sou homem, sou carne, sou pecador;
Minha alma todo dia sofre com esta verdade;
Quem poderá me dar do seu amor?
Qual graça poderá mudar esta realidade?
A carne é fraca, sua inclinação de mim não some;
Por dentro quero resistir, por fora luto sem sucesso;
O espírito geme, o coração treme, a luta me consome;
As culpas sempre me batem, elas não me dão recesso.
Vejo uma batalha impossível de se vencer;
Julgo que estou fadado ao fracasso e condenação;
Não sei mais para onde correr! Quem poderá me socorrer?
Quem poderá me dar paz no coração?
De repente o jogo muda, o cenário se altera;
Vejo ao longe uma luz, uma luz que me dá esperança;
Contemplo que está próximo do fim a minha guerra;
Passo a me sentir sem culpa, como uma criança.
Mas que luz é esta? A qual caminho ela conduz?
Esta luz é forte e poderosa, traz graça e amor;
Esta luz que ao céu conduz, tem por nome Jesus!
Sinto ao fim a minha dor, sinto ao fim o meu labor!
Minha culpa sumiu! A esperança surgiu!
Não uma esperança que se pode murchar,
Mas uma esperança viva e eficaz!
Essa é a verdadeira paz, a qual só Jesus traz!
Batalha já vencida! Só nos resta confiar!
O amor é maior que a ira,
A graça a culpa nos tira,
Para que possamos sempre a Deus glorificar!
Louvado seja o nome do Senhor,
Por tudo o que Ele nos proporcionou!
Seu amor e graça esperança nos traz,
Uma divindade que com o homem se compraz!
Posso ser um homem falho e pecador,
Mas com Jesus tenho a mais pura certeza,
Por tudo que Ele fez, sou mais que vencedor!
Isto é que dá a vida, o seu real sentido de beleza!
Anchieta Campos
Minha alma todo dia sofre com esta verdade;
Quem poderá me dar do seu amor?
Qual graça poderá mudar esta realidade?
A carne é fraca, sua inclinação de mim não some;
Por dentro quero resistir, por fora luto sem sucesso;
O espírito geme, o coração treme, a luta me consome;
As culpas sempre me batem, elas não me dão recesso.
Vejo uma batalha impossível de se vencer;
Julgo que estou fadado ao fracasso e condenação;
Não sei mais para onde correr! Quem poderá me socorrer?
Quem poderá me dar paz no coração?
De repente o jogo muda, o cenário se altera;
Vejo ao longe uma luz, uma luz que me dá esperança;
Contemplo que está próximo do fim a minha guerra;
Passo a me sentir sem culpa, como uma criança.
Mas que luz é esta? A qual caminho ela conduz?
Esta luz é forte e poderosa, traz graça e amor;
Esta luz que ao céu conduz, tem por nome Jesus!
Sinto ao fim a minha dor, sinto ao fim o meu labor!
Minha culpa sumiu! A esperança surgiu!
Não uma esperança que se pode murchar,
Mas uma esperança viva e eficaz!
Essa é a verdadeira paz, a qual só Jesus traz!
Batalha já vencida! Só nos resta confiar!
O amor é maior que a ira,
A graça a culpa nos tira,
Para que possamos sempre a Deus glorificar!
Louvado seja o nome do Senhor,
Por tudo o que Ele nos proporcionou!
Seu amor e graça esperança nos traz,
Uma divindade que com o homem se compraz!
Posso ser um homem falho e pecador,
Mas com Jesus tenho a mais pura certeza,
Por tudo que Ele fez, sou mais que vencedor!
Isto é que dá a vida, o seu real sentido de beleza!
Anchieta Campos
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